Antes de restrição, UE importou volume 132% maior de carne brasileira
A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes para o bloco. O bloco europeu havia registrado recorde de importações da carne brasileira, com incremento de 132,8% em 2025. A medida publicada nesta terça-feira (12) passa a valer a partir de setembro e já levanta alerta sobre o setor de proteína animal.
As exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia registraram forte crescimento em 2025 e impulsionaram o faturamento do setor no mercado europeu. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques ao bloco somaram 128,9 mil toneladas no ano, com receita de US$ 1,06 bilhão.
O volume representa uma alta de 132,8% em relação a 2024, colocando a União Europeia entre os mercados com maior avanço percentual nas compras de carne bovina brasileira no período.
Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína brasileira em volume, atrás de China, Estados Unidos e Chile, o mercado europeu se destacou pelo elevado valor agregado das exportações. O faturamento de US$ 1,06 bilhão superou as receitas obtidas em mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.
No consolidado geral, o Brasil exportou 3,50 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, movimentando US$ 18,03 bilhões, o maior resultado já registrado pelo setor. Os embarques alcançaram mais de 170 países.
O Ministério da Agricultura e Pecuário do Brasil (MAPA) confirmou que estabeleceu um comitê de crise junto com representantes da União Europeia para discutir a decisão do bloco europeu de restringir as importações de carnes brasileiras por uma questão fitossanitária.
Setor de proteína animal
O setor brasileiro de proteína animal busca negociar ajustes e esclarecimentos junto às autoridades europeias antes da entrada em vigor da decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países habilitados a exportar animais vivos e produtos de origem animal ao bloco, segundo apurou o CNN Agro.
Procurada, a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) informou que não irá se posicionar neste momento, ressaltando que a medida só começa a valer em setembro e que as negociações ainda estão em andamento.
De acordo com o documento, ficam suspensas as exportações de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. A restrição também inclui cavalos destinados ao mercado europeu.
A decisão aumenta a atenção do setor exportador brasileiro, que busca evitar impactos mais amplos sobre os embarques destinados ao mercado europeu, especialmente em um cenário de forte dependência das exportações de proteína animal.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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