Golpes na internet atingem 26 milhões de pessoas; veja como se proteger
Uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada no início deste mês, apontou que os golpes financeiros pela internet ou celular atingiram cerca de 26,3 milhões de pessoas nos últimos 12 meses. Diante dos casos, se torna cada vez mais necessário um maior cuidado dos usuários ao realizar compras online.
Segundo Priscila Couto, líder de Confiabilidade e Segurança do Google na América Latina, existem maneiras de se proteger dos golpes antes de concluir qualquer compra no ambiente digital.
Entre as medidas, Couto detalha a importância da escolha do meio de pagamento e a proteção do cartão, principalmente quando a compra é feita por meio do Pix, uma vez que, criado especificamente para atuar em casos de fraudes e golpes, o Banco Central já conta com o MED (Mecanismo Especial de Devolução).
Dessa forma, ao realizar uma compra via Pix e perceber que pagou para uma loja falsa, o usuário tem a possibilidade de entrar em contato imediatamente com o respectivo banco (pelo aplicativo ou canais de atendimento), contestar a transação e tentar o bloqueio cautelar do valor.
Mesmo com a possibilidade de reaver o pagamento, a especialista aponta que o cartão de crédito ainda pode ser uma maneira confiável para realizar uma compra na internet. Isso porque, em caso de fraude, o usuário tem o direito de ligar para a administração do banco e solicitar o cancelamento da compra.
Segundo Priscila, o uso de aplicativos de carteira digital, como a Carteira do Google, é uma recomendação para se proteger de golpes, visto que esse tipo de aplicativo usa uma tecnologia conhecida como “tokenização”, que tem capacidade de criar um código numérico temporário. Dessa maneira, caso o site seja falso ou invadido por hackers, o cartão verdadeiro do usuário continua blindado.
Além disso, a checagem da tela se torna uma medida preventiva para os golpes. Assim, a especialista aponta para três itens visuais no site da compra:
- Verificação da URL (endereço do site): é importante verificar letra por letra, uma vez que os suspeitos tendem a trocar letras parecidas, como um “L” minúsculo por um “i” maiúsculo;
- Ícone do cadeado: a ausência do cadeado de segurança (HTTPS) na barra de endereços é um forte indicativo de que o site não é seguro;
- CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica): a especialista destaca para que o usuário role a página até o fim, visto que lojas reais mostram o nome da empresa e o número do CNPJ. Para garantir com maior certeza, o usuário ainda pode digitar o número do cadastro no site da Receita Federal para verificar se a empresa existe legalmente.
Segundo Couto, é necessário o cuidado com preços excessivamente baixos. Assim, é importante desconfiar de promoções com valores muito abaixo do mercado ou do que é anunciado no site oficial da marca, uma vez que os golpistas usam essas ofertas como uma “isca” para atrair os usuários.
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Para Priscila, o perigo dos golpes também pode estar escondido em mensagens de celular (WhatsApp e SMS), dado que os usuários podem receber links enganosos de ofertas, página comumente produzida por suspeitos para roubar senhas.
Diante desses casos, a especialista aponta que usuários de smartphones Android, por exemplo, já contam com uma camada extra de proteção: o aplicativo Mensagens do Google, que usa inteligência artificial para detectar spam e emitir um alerta automático na tela do usuário.
Para além disso, como forma de segurança, a recomendação é para que os consumidores digitem diretamente o endereço da empresa no navegador em vez de clicar em links de buscadores ou redes sociais.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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