Americanas reduz prejuízo para R$ 329 milhões no 1º trimestre
A Americanas teve prejuízo líquido de R$ 329 milhões nos primeiros três meses do ano, resultado negativo menor que os R$ 496 milhões observados no primeiro trimestre de 2025, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (13).
O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 15 milhões, ante o resultado negativo de R$ 26 milhões do primeiro trimestre do ano anterior.
A receita líquida do período subiu 20,2% no período, para R$ 3,08 bilhões, segundo o balanço.
“O resultado do trimestre foi mais positivo que o esperado para o segmento digital. Nas lojas físicas, as vendas por metro quadrado cresceram 11%, bastante forte. Nossa estratégia de remodelação está ajudando o crescimento”, disse o presidente-executivo da companhia, Fernando Dias Soares, em entrevista a Reuters.
As vendas em mesmas lojas subiram 22% no primeiro trimestre. Eventos sazonais impulsionaram o resultado, como a Páscoa, com alta de 8,8% em relação a 2025, e as campanhas de Volta às Aulas e “Eletro da Semana”.
“Maio segue com crescimento forte”, disse o presidente da Americanas, comentando o desempenho observado neste mês.
A varejista afirma que possui, atualmente, 1.148 lojas e cerca de 40 milhões de clientes ativos, com uma média de 92 milhões de visitas mensais nas lojas físicas, site e aplicativo.
Desinvestimentos
A Americanas segue com o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, porém sem evoluções. Os executivos dizem buscar o melhor cenário para a venda do ativo.
“Nesse momento nada evoluiu. É mais por uma questão comercial, mas queremos maximizar o valor do ativo. Temos conversas avançadas, não vamos vender a qualquer custo”, disse o diretor financeiro, Sebastien Durchon.
Apesar disso, a companhia também anunciou nesta quarta-feira que assinou com o Oba Hortifruti a venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, localizadas no Estado de São Paulo, no valor de R$ 69,3 milhões.
A Americanas foca também na venda de ativos imobiliários.
“Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte dever ser vendida ainda neste ano”, disse Durchon.
Em fevereiro, a empresa informou que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$346 milhões e R$468 milhões, que não se encontram listados no plano de recuperação judicial como ativos para desinvestimento.
Recuperação judicial
A Americanas espera sair do processo de recuperação judicial nos próximos meses.
“Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano”, disse Durchon.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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