Pré-campanha de Flávio mira PT da Bahia para reagir a desgaste com Master

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara uma reação política para conter o desgaste da divulgação do áudio em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A estratégia traçada por aliados do senador é retomar a defesa da criação de uma CPI para investigar a fraude financeira envolvendo o Banco Master e, ao mesmo tempo, intensificar ataques ao PT explorando a relação de Augusto Lima, sócio de Vorcaro, com integrantes do partido na Bahia.

Os materiais que serão veiculados estavam prontos, mas a equipe de comunicação de Flávio quis adiantar a veiculação após a publicação da reportagem do The Intercept, que revelou os áudios.

A avaliação no entorno de Flávio é que a ofensiva tem potencial para reduzir o desgaste causado pela revelação do áudio ao deslocar o foco do debate para supostas conexões políticas do grupo empresarial investigado.

Entre os materiais, há vídeos para explorar o termo “PT Master” em resposta ao “Bolso Master” explorado pela esquerda, e infográficos que traçam conexões entre o cartão credcesta da Bahia, o Banco Master e as fraudes no INSS, recuperando suspeitas contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lulinha.

Integrantes da pré-campanha de Flávio afirmam que o senador continuará sustentando o discurso de que não há irregularidade no pedido de patrocínio para o filme sobre Jair Bolsonaro e que a relação com Vorcaro se limitava ao projeto audiovisual.

O QG não quer Flávio subermegindo após o áudio a Vorcaro e pretende explorar a presença do senador em entrevistas.

Nos bastidores, aliados de Flávio também passaram a defender que a oposição aumente a pressão no Congresso para instalar uma comissão parlamentar de inquérito capaz de investigar a atuação do Banco Master, incluindo possíveis conexões políticas e empresariais.

No PT, a preocupação é justamente com o quanto a delação de Vorcaro citará integrantes da sigla na Bahia. O dono do Banco Master era sócio do empresário Augusto Lima, que tem histórico com governos petistas no estado.

A avaliação interna é de que a revelação do áudio coloca Flávio em uma fritura pública e desmonta a tese de equivalência ou semelhança entre relações do Master com a direita e a esquerda.

A cúpula do PT tem defendido que a pré-campanha de Lula não fique acuada diante de eventuais desdobramentos do Caso Master.

Na visão de integrantes do partido, a melhor estratégia é sustentar que as investigações envolvendo o Banco Master e o INSS avançaram no governo Lula.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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