“A Turma”: como funcionava o grupo alvo da 6º fase da Compliance Zero

Deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (14), a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes relacionados ao Banco Master, prendeu Henrique Vorcaro, o pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A nova fase também têm como alvos membros da “Turma de Vorcaro”, contratados por Daniel para influenciar nas investigações do Caso Master.

Após autorização do STF (Supremo Tribunal Federal), foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram nos estados de São PauloRio de Janeiro Minas Gerais, onde Henrique foi detido. De acordo com apuração da CNN, a operação já prendeu um agente da PF suspeito de envolvimento no esquema, e realiza busca e apreensão na casa de uma delegada da PF, que foi afastada do cargo, e um policial aposentado. Até o momento da publicação, a identidade dos autuados está sob sigilo.

“A Turma”

A PF dividiu o esquema comandado por Vorcaro em quatro núcleos de atuação. Um deles foi apontado como “núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”.

Segundo as investigações, o grupo criminoso tinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, que foi denominada de “A Turma”. 

Os documentos mostram que a organização seria destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

Membros da Turma

O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva é apontado pelas investigações como “integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimidação” de Vorcaro. Ele é citado como líder da “Turma”, segundo os investigadores. Ele seria “um dos principais operadores desse núcleo de coerção, utilizando sua experiência e contatos decorrentes da carreira policial para auxiliar na obtenção de dados sensíveis e na realização de atividades de vigilância e monitoramento de alvos definidos pela organização criminosa”.

De acordo com as investigações, Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” e também chamado de “Sicário“, seria responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”. Após ser preso em março desta ano, Mourão faleceu por morte encefálica após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF.

As investigações também apontam que o membro do grupo também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas.

Também são apontados como membros do grupo:

  • Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro – financiamento e operacionalização dos pagamentos à “Turma”
  •  Ana Claudia Queiroz de Paiva – financiamento e operacionalização dos pagamentos à “Turma”
  • Paulo Sérgio Neves de Souza – medidas de monitoramento;
  • Belline Santana – medidas de monitoramento;
  • Leonardo Augusto Furtado Palhares – medidas de monitoramento;

Fonte: cnnbrasil.com.br

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