Lucro da CPFL cresce 18,2% no 1º trimestre e soma R$ 1,9 bilhão
A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia somado R$ 1,61 bilhão. O avanço do resultado foi puxado principalmente pelo desempenho das áreas de distribuição e geração.
Na distribuição, o lucro líquido alcançou R$ 1,25 bilhão entre janeiro e março, crescimento de 15% na comparação anual. Já o segmento de geração energia teve lucro de R$ 448 milhões, avanço de 20,8% frente ao primeiro trimestre de 2025. Em transmissão, por outro lado, o lucro caiu 13,3%, para R$ 156 milhões.
O Ebitda consolidado da companhia ficou praticamente estável, em R$ 3,8 bilhões, leve alta de 0,2% na comparação anual. O desempenho foi sustentado pela geração de energia e pela área de serviços.
A receita operacional líquida consolidada atingiu R$ 11,3 bilhões no trimestre, alta de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025. Já a receita operacional bruta somou R$ 16,8 bilhões, crescimento de 9,3%.
À CNN, o CEO da empresa, Gustavo Estrella, conta que a empresa teve uma queda de consumo de 0,7% no trimestre por conta, principalmente, por temperaturas mais baixas, afetando o mercado de baixa tensão, com queda de 1,7% no mercado residencial.
“Por outro lado, tivemos o efeito positivo por aumento do consumo de energia dos data centers em nossa área de concessão, que cresceu quase 25% em relação ao ano passado e deve continuar crescendo, já que há uma série de data centers em construção”, conta.
Já o consumo industrial seguiu muito parecido com o ano anterior. O problema dos cortes de geração de energia impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico, conhecido pelo termo “curtailment” continuaram afetando o desempenho da empresa. Soma-se a isso, a performance dos ventos, que também ficaram aquém do esperado.
“Mas tivemos uma performance melhor no Ceará, onde temos os parques do Proinfa [Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica] que têm tarifas mais altas por contratos antigos”, frisa.
A dívida líquida da CPFL encerrou março em R$ 30,6 bilhões, alta de 15,4% frente ao mesmo período do ano anterior. O indicador de alavancagem, medido pela relação dívida líquida sobre Ebitda, passou de 2,04 vezes para 2,31 vezes. Os investimentos da companhia somaram R$ 1,261 bilhão no trimestre, crescimento de 1,9% na comparação anual.
“Tivemos um volume de captações de R$m 4,4 bilhões com um custo de CDI de -0,62%, ou seja, um custo bastante competitivo com prazo médio de cinco anos. Esse foco da nossa alavancagem com alongamento de prazos e redução de custos tem funcionado e temos acesso a mercados a custos competitivos”, afirma.
A empresa fez recentemente a renovação de três distribuidoras (CPFL Piratininga, RGE e CPFL Paulista), mas não entrou no balanço deste trimestre.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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