O que fez “Três Graças” dar certo? Veja os maiores acertos da novela
Após as patinadas deixada por sua antecessora, “Três Graças” caminha para o desfecho nesta sexta-feira (15) se consolidando com um dos maiores êxitos do horário nobre da TV Globo dos últimos anos.
Para além do engajamento digital, a trama que marcou o retorno de Aguinaldo Silva à emissora carioca triunfou diante de um elenco entrosado e roteiro coeso, que soube respeitar o próprio ritmo, sem ceder a imediatismo frenético das redes sociais.
Com a reta final do folhetim, que dará espaço para “Quem Ama Cuida”, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, a CNN reúne abaixo os principais acertos de “Três Graças”.
Uma protagonista de verdade
Sophie Charlotte, no papel de Gerluce, fugiu do padrão de uma protagonista passiva, que espera as coisas acontecerem ao seu redor. Ao longo da trama, ela imprimiu uma melancolia urbana, sem deixar de lado a força de uma verdadeira heroína.
Pobre, batalhadora, mãe e filha – e avó – a personagem mostrou uma série de imperfeiçoes e nuances, gerando uma identificação imediata com o público que busca por figuras mais reais.

Uma vilã divertida e sem medo de ser imperfeita
Enquanto isso, Grazi Massafera debutou com Arminda, sua primeira vilã. Nos capítulos, ela carregava uma personalidade expansiva, sem medo de se mostrar imperfeita e capaz de redefinir os parâmetros de vilania no horário nobre. Neste cenário, a atriz uma antagonista tão odiada quanto fascinante.
Outro destaque ficou por conta da química com Ferette, seu parceiro de cena, interpretado por Murilo Benício. Eles não eram apenas aliados, mas espelhos. Havia um jogo constante de poder onde o público já não conseguia saber ao certo quem estava manipulando quem, este, inclusive, foi um dos pilares que sustentou o desenvolvimento do casal de amantes.

Loquinha furou a bolha
Impossível falar de “Três Graças” sem citar a legião de fãs que Alanis Guillen (Lorena) e Gabriela Medvedovsky (Juquinha) conquistaram ao longo da trama. O sucesso do casal foi tanto que as personagens ganharam uma novelinha vertical própria, sem depender diretamente dos acontecimentos do enredo da obra original.
A importância se deu justamente por redefinirem a representatividade lésbica no horário nobre da TV brasileira, conquistando o telespectador com uma história de amor leve, verdadeira e longe de finais trágicos.

Representatividade trans com Gabriela Loran
Enquanto isso, Gabriela Loran, no papel da farmaceutica Viviane, consolidou a representatividade trans indo além dos estereótipos historicamente produzidos por personagens LGBTQIA+, negros e periféricos frente às telinhas.
Na história, a atriz interpretou mulher repleta de nuances, disposta a compartilhar sua identidade sem repetir fórmulas passadas.

Viviane Araújo e Belo em cena
Embora Viviane Araújo tenha revelado certo incomodo nas cenas em que precisou beijar Belo, para o público, ter o antigo casal lado a lado gerou um grande frenesi.
Entre um flerte e outro, eles mantinham diálogos que se assemelhavam muito com a história protagonizada no passado. Longe das câmeras, os dois formaram um dos casais mais famosos do país, ficando juntos por cerca de nove anos, entre 1998 e 2007. A relação foi marcada por grande exposição na mídia, especialmente durante a prisão do cantor.

Tramas secundárias
Por fim, “Três Graças” também agradou por suas tramas secundárias, como os “bandivos” da comunidade da Chacrinha, formada por Bagdá (Xama), Vandílson (Vinicius Teixeira) e Alemão (Lucas Righi), o carisma de dona Josefa (Arlete Salles), a frieza de Samira (Fernanda Vasconcellos) e a força materna de Lígia (Dira Paes).
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Fonte: cnnbrasil.com.br
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