No G7, Durigan quer discutir impactos da guerra e minerais críticos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretende discutir três grandes temas na reunião dos ministros de finanças do G7, o grupo das sete maiores economias do mundo: exploração de minerais críticos, atração de investimentos para o Brasil e medidas de enfrentamento aos impactos da guerra do Oriente Médio na economia.
A agenda oficial do ministro em Paris começa nesta segunda-feira (18), quando participa como convidado da reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7. O grupo reúne Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
Segundo Durigan, os países do G7 têm levantado a discussão sobre a exploração de minerais críticos. Durante a sua participação no evento, o ministro quer apresentar ao grupo o projeto de lei dos minerais críticos e estratégicos, em tramitação no Congresso Nacional.
Em Paris, o chefe da pasta econômica ressaltou que há duas grandes diretrizes inegociáveis para o Brasil na exploração dos minerais críticos: a soberania da União e estímulo à industrialização, de modo que o país não seja um mero exportador de commodity.
“Se há capital francês, norte-americano, alemão querendo fazer investimento nisso (minerais), que se faça no Brasil, dividindo tecnologia com universidades brasileiras”, disse Durigan.
Na pauta do encontro, também está a discussão das medidas tomadas pelos países do grupo para lidar com os efeitos do conflito no Oriente Médio. Para o ministro, a troca de informações é importante para que o governo brasileiro adote as melhores práticas para enfrentar as consequências da guerra.
“Há um tempo, eu estive com autoridades de Portugal, da Espanha, da Alemanha durante a viagem com o presidente [Lula]. A gente viu como eles estão enfrentando a guerra de uma forma muito parecida que o Brasil, fazendo subsídios limitados, tirando tributo de alguns combustíveis que impactam a inflação”, afirmou.
Além disso, Durigan disse que a ideia da sua situação no fórum é apresentar o Brasil como uma economia sólida e estável. O ministro afirmou que pretende divulgar o Eco Invest e outros programas como vetores para a atração de investimentos no País, com proteção cambial.
“Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a Bolsa que mais tem respondido bem ao investimento, como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes”, disse o ministro a jornalistas.
A agenda de Durigan na França inclui encontros bilaterais com autoridades estrangeiras. Também estão previstos eventos com representantes da sociedade civil e do setor privado francês. Além dos temas do G7, o ministro deve tratar de inteligência artificial e transição energética.
Reuniões do G7
Na terça-feira (19), Dario Durigan participará da reunião do G7, com os demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo. Em seguida, terá encontros bilaterais.
Após o almoço ministerial, Durigan se reunirá com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.
No final da tarde, o ministro também deve se reunir com o diretor-executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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