Henry Borel: Justiça nega pedido da defesa de Jairo para adiar julgamento
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (18), o pedido apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, para que o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel fosse adiado. Ele é réu no caso e responde por homicídio qualificado da criança.
A decisão foi promulgada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do juízo da 2ª Vara Criminal da Capital. Os advogados de Jairinho pediram acesso ampliado das provas digitais, autorização para novas perícias e reexaminação no material do caso, o que mudaria a data do julgamento.
Segundo a magistrada, todo o conteúdo extraído dos aparelhos já havia sido disponibilizado às partes antes da audiência ser marcada e que, por isso, o pedido de adiamento não poderia servir para reabrir a fase de instrução processual.
Indefiro integralmente os pedidos formulados pela defesa de Jairo Souza Santos Junior. Por ocasião da abertura dos trabalhos, naquela oportunidade, a argumentação da defesa para requerer o adiamento do ato – e, posteriormente, abandonar o plenário – se restringiu ao conteúdo do notebook pertencente ao assistente da acusação e do aparelho celular Xiaomi, ambas as questões igualmente já superadas.
Juíza Elizabeth Machado Louro
Por se tratar de um crime doloso contra a vida, Jairo e sua ex-mulher Munique Medeiros, mãe de Henry, serão levados ao Tribunal do Júri.
Inicialmente, a data foi marcada para o dia 23 de março. Durante a sessão, os advogados do ex-vereador abandonaram o plenário. Como o réu não pode responder sem sua defesa, o julgamento foi adiado para 25 de maio.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Jairo para um posicionamento. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
Com apenas 4 anos de idade, Henry Borel foi morto no dia 8 de março de 2021. O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.
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1 de 13Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil
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2 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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3 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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4 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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5 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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6 de 13Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de “o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças” • Camille Barbosa – CNN Brasil
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7 de 13Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil
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8 de 13Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN
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9 de 13Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil
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10 de 13A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil
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11 de 13Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil
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12 de 13Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução
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13 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN
Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Ela permanece presa desde abril de 2025, após o ministro Gilmar Mendes determinar novamente sua prisão preventiva.
Já o Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.
*Sob supervisão de Rafael Saldanha
Fonte: cnnbrasil.com.br
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