Entenda conteúdo de nova proposta do Irã para encerrar guerra com EUA

O Paquistão compartilhou com os Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, informou uma fonte paquistanesa à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (18). As negociações de paz, no entanto, parecem permanecer estagnadas, com ambos os lados mantendo exigências abrangentes e divergentes.

A proposta anterior do Irã, descrita como tendo apenas uma página e sem mencionar o programa nuclear iraniano, havia sido rejeitada por Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou ter lido apenas a primeira linha e classificou o plano como totalmente inaceitável.

Em participação no Bastidores CNN desta segunda-feira, a correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yazbek, detalhou alguns pontos da nova proposta. Segundo ela, uma autoridade iraniana descreveu a nova proposta como semelhante, em muitos aspectos, à oferta anterior.

Em uma primeira fase, o documento se concentraria em garantir o fim da guerra, na reabertura do Estreito de Ormuz e na suspensão das sanções marítimas. Somente em uma fase posterior, em novas negociações, é que o programa nuclear iraniano seria discutido.

Uma fonte iraniana que conversou com a Reuters indicou também algumas concessões feitas por parte dos Estados Unidos. O país estaria disposto em liberar um quarto dos fundos iranianos congelados, totalizando dezenas de bilhões de dólares. O valor está aquém da liberação total exigida pelo Irã, mas é considerada um aparente abrandamento.

Além disso, os americanos teriam demonstrado flexibilidade em permitir que o Irã mantenha algum tipo de atividade nuclear supervisionada pela Agência Internacional de Energia Atômica. A agência de notícias estatal iraniana, a Tasnim, também citou uma fonte afirmando que os Estados Unidos aceitaram suspender as sanções ao petróleo iraniano enquanto as negociações estão em andamento.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã confirmou que a proposta foi transmitida aos Estados Unidos por meio dos paquistaneses, mas o governo Trump ainda não se manifestou oficialmente sobre o documento. Há rumores, inclusive reportados pelo site de notícias Axios, de que Trump já teria descartado esta nova proposta, embora a informação não tenha sido oficialmente confirmada.

Cessar-fogo frágil

Priscila Yazbek destaca que, em meio às tratativas, o cessar-fogo firmado no dia 7 de abril, após seis semanas de conflito iniciado em 28 de fevereiro, permanece extremamente frágil. Ambos os lados têm violado partes do acordo, e o próprio Trump declarou que o cessar-fogo “está respirando por aparelhos”.

As exigências das partes seguem amplamente divergentes. Os Estados Unidos querem que o Irã suspenda por completo o seu programa nuclear, com algumas autoridades americanas chegando a mencionar um prazo de 20 anos. O Irã, que anteriormente falava em um prazo de 5 anos, já não menciona a suspensão do programa nuclear como ponto de partida, priorizando a reabertura do Estreito de Ormuz.

O país também vinha exigindo compensação pelos danos causados pelo conflito, o fim do bloqueio dos portos iranianos pelos Estados Unidos e a cessação dos combates em todas as frentes, incluindo o conflito entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. A fonte paquistanesa ressaltou ainda que “os lados continuam mudando as suas linhas de chegada” e que “não há muito tempo”, reforçando o clima de impasse nas negociações.

No fim de semana, Trump publicou nas redes sociais que “o relógio está correndo para o Irã” e que “eles precisam agir rápido ou não vai restar nada do Irã”. Além disso, Trump deve se reunir com seus principais assessores de segurança nacional na terça-feira (19) para discutir opções de retomada da ação militar.

 

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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