Fintech de recebíveis públicos capta R$ 25 milhões com instituição japonesa
A fintech brasileira Ótmow, especializada na antecipação de recebíveis de contratos públicos, recebeu um aporte de R$ 25 milhões da instituição financeira japonesa Credit Saison e estruturou um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de R$ 35 milhões para ampliar operações voltadas a fornecedores do setor público.
A movimentação acontece em um momento de maior seletividade no crédito tradicional e crescente interesse de investidores por operações estruturadas ligadas a ativos considerados mais previsíveis, como contratos com entes governamentais.
O modelo de negócio da empresa é baseado na antecipação de pagamentos que fornecedores têm a receber da administração pública.
Na prática, a operação permite que empresas convertam contratos públicos em liquidez imediata, reduzindo a dependência de capital de giro em setores como saúde, infraestrutura, tecnologia e educação.
O segmento ainda é considerado pouco explorado pelo mercado financeiro tradicional, apesar do volume de fornecedores que dependem de contratos públicos e enfrentam prazos longos de pagamento.
Para especialistas do mercado, o avanço de fundos estruturados ligados a recebíveis públicos acompanha um movimento mais amplo de diversificação das fontes de financiamento fora dos grandes bancos.
Em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito, operações lastreadas em contratos governamentais passaram a ganhar espaço entre investidores em busca de previsibilidade de fluxo de caixa e retorno ajustado ao risco.
Segundo Rafael Lima, CEO da Ótmow, o objetivo da operação é atrair novos investidores para esse tipo de ativo.
“Existe uma demanda estrutural por liquidez nesse segmento, que historicamente foi pouco atendido”, afirmou.
A expectativa do setor é de que o mercado de antecipação de recebíveis públicos continue crescendo nos próximos anos, impulsionado tanto pela digitalização do crédito quanto pela expansão das fintechs especializadas em nichos ainda pouco atendidos pelo sistema financeiro tradicional.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
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