JetSMART lança assinatura de voos ilimitados; ação vale no Brasil
Viajar de avião pela América do Sul quantas vezes quiser ao longo de um ano pagando um valor único. Essa é a proposta ousada da JetSmart, companhia aérea chilena de baixo custo (low cost), que trouxe para a região o passe anual batizado de “All You Can Fly“.
O pacote foca em viajantes frequentes e promete mexer com o mercado de turismo ao incluir o Brasil em sua malha de voos diretos.

Disponível por um pagamento único de US$ 550 (aproximadamente R$ 2.750 na cotação atual), a assinatura tem validade de 12 meses. A iniciativa segue uma tendência global de fidelização, espelhada em modelos de sucesso dos Estados Unidos, focando em antecipar receitas e ocupar assentos que, de outra forma, poderiam decolar vazios.
Segundo a empresa, a malha de cobertura inclui conexões muito procuradas pelos turistas, como a rota entre Recife e Buenos Aires. Além disso, o passe atende voos que partem de grandes hubs nacionais como Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis, conectando os viajantes brasileiros a diferentes destinos na América do Sul, incluindo cidades estratégicas na Argentina, Chile e Uruguai.
Como funciona o passe anual da JetSmart
A mecânica do programa funciona como um serviço de assinatura tradicional, mas exige atenção às regras. O passe anual cobre integralmente a chamada tarifa-base das passagens para qualquer rota direta operada pela empresa na América do Sul.

A pegadinha benéfica para a companhia —e que exige planejamento do passageiro— é que as emissões dependem estritamente da disponibilidade de assentos reservados para o programa em cada aeronave. Além disso, o passe não isenta o cliente do pagamento de taxas de embarque, impostos e encargos aeroportuários, que devem ser quitados trecho a trecho no momento da reserva.
Como é padrão no modelo de negócios ultra low cost, serviços adicionais como despacho de bagagem e escolha de assentos continuam sendo cobrados separadamente.
Regras e as rotas brasileiras
Para quem deseja aproveitar o benefício, a flexibilidade é a palavra de ordem. O formato foi desenhado para passageiros espontâneos ou que conseguem adaptar seus compromissos na última hora. O prazo mínimo para o resgate de passagens em voos domésticos nos países onde a empresa opera é de 24 horas antes da partida.
Já para os trechos internacionais, que conectam os países da América do Sul, a antecedência mínima exigida para a reserva é de 72 horas.
No caso do mercado brasileiro, o uso do passe está atrelado às rotas disponibilizadas pela empresa em cada período. Como a JetSmart opera parte de seus voos de forma sazonal no país, os assinantes precisam consultar a malha com frequência.
Outro cuidado indispensável para as viagens internacionais com o passe é garantir a reserva do bilhete de retorno com antecedência, uma vez que as autoridades de imigração de vários países exigem a comprovação de volta para permitir a entrada de turistas.
Fonte: catracalivre.com.br



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