Governo anuncia mais de R$ 200 milhões para combate a facções na Amazônia

O Governo Federal vai investir mais de R$ 200 milhões para o combate a facções criminosas na região da Amazônia. O anúncio foi realizado durante o lançamento do “Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira” nesta segunda-feira (18), em Manaus, no Amazonas.

As iniciativas de combate ao crime organizado coordenadas pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos) incluem ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

O lançamento integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado no último dia 12 de maio. Nesta primeira fase do “Território Seguro”, as ações ocorrem em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Paraná.

A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

No evento desta segunda, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.

O programa terá quatro eixos estruturantes:

  • Diagnóstico territorial: produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas;
  • Repressão qualificada: integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis;
  • Prevenção e acesso a direitos: fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas;
  • Promoção de alternativas econômicas sustentáveis: fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários

De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar. “Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.]

Leia também: Rios como rota do tráfico aumentam violência no interior do Amazonas, diz estudo

Fonte: cnnbrasil.com.br

Publicar comentário