Datafolha: 6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou Messias ao STF

Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (18) mostra que 59% dos brasileiros não ficaram sabendo que o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado a uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal). Ao mesmo tempo, 41% tomaram conhecimento do ocorrido.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor a Corte, Messias foi rejeitado pelo Senado no dia 29 de abril. Com isso, ele se tornou o primeiro indicado a ser reprovado pela Casa em 132 anos.

Dentre os 41% que disseram ter tomado conhecimento do fato, 19% afirmaram estar bem informados, enquanto 18% disseram estar mais ou menos informados, e 4% mal informados.

Governo saiu mais fraco?

Entre os que souberam do episódio, 53% afirmam que a rejeição de Messias deixou o governo mais fraco, enquanto 36% disseram que a rejeição não interferiu na força da administração federal. Por outro lado, 7% avaliaram que a gestão ficou mais forte e outros 4% não sabem.

A margem erro para a parcela dos entrevistados que tomaram conhecimento da rejeição é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Conhecimento entre públicos específicos

Apesar de a indicação de Messias no STF ter sido vista por analistas como um aceno de Lula ao público evangélico, entre esses eleitores, o nível de conhecimento sobre a rejeição e Messias é o mesmo registrado entre o público geral: foram 59% os que disseram não terem sabido.

Entre os eleitores de Lula, são 61% os que afirmaram não ter tomado conhecimento da rejeição, taxa superior da dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre os quais 50% disseram não saber.

No mesmo levantamento, entre os entrevistados que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato nas eleições deste ano, são 72% os que não sabiam do ocorrido.

Metodologia

A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 eleitores, entre os dias 12 e 13 de maio, em 139 municípios de todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00290/2026.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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