Ebola: como o vírus age no corpo humano

A OMS (Organização Mundial de Saúde) emitiu um alerta internacional devido aos casos de ebola que provocaram mais de 80 mortes em cidades do Congo. A nova epidemia é causada pela variante Bundibugyo, rara e sem vacina ou tratamento aprovados. No corpo humano, o vírus reage de forma agressiva, afetando principalmente o sistema imunológico e atingindo órgãos vitais.

Segundo informações da Clinic Cleveland, um centro médico acadêmico estadunidense sem fins lucrativos, o vírus do ebola afeta os vasos sanguíneos da pessoa infectada. A princípio, o paciente apresenta sintomas parecidos com os de um resfriado, mas eles passam a evoluir conforme o corpo passa a ficar mais fragilizado.

Os sintomas seguintes incluem sangramento grave, com hemorragias em regiões como o nariz, gengivas e vagina, ou internamente, além de distúrbios neurológicos e vômitos. 

Inicialmente, pacientes infectados costumam apresentar calafrios, sensação de muito cansaço e fraqueza, além de febre, perda de apetite, dor muscular, dor de cabeça e na garganta. Por serem parecidos com uma gripe ou um resfriado, os sintomas não chegam a gerar grande preocupação nos primeiros dias.

Em seguida, pacientes que contraem ebola pode evoluir para um estado clínico mais grave. É comum apresentarem:

  • Fezes pretas e pastosas (melena)

  • Sangramento ou hematomas

  • Confusão mental

  • Diarreia, que pode conter sangue

  • Erupção cutânea ou manchas de sangue sob a pele (petéquias ou púrpura)

  • Olhos vermelhos ou com manchas de sangue

  • Vômito, que pode conter sangue ou parecer borra de café

De acordo com a OMS, o impacto do ebola no sistema nervoso central pode causar confusão, irritabilidade e até mesmo agressividade.

O Manual MSD aponta que 25% a 90% das pessoas infectadas morrem devido à falência dos órgãos e também pelo nível de cuidados médicos disponíveis.

Tratamentos

Dois tratamentos com anticorpos monoclonais (chamados REGN-EB3 e mAb-114) estão disponíveis para pacientes que contraem determinadas variantes do ebola.

As vacinas disponíveis no mercado são Ervebo (Merck & Co.) e Zabdeno and Mvabea (Janssen Pharmaceutica).

No entanto, a Bundibugyo, que tem infectado congoleses, ainda não possui tratamento aprovado pelas organizações de saúde.

As recomendações para evitar o contágio de todas as variantes do ebola são as mesmas: evitar contato com pessoas que podem ter se infectado com o vírus, intensificar cuidados com higiene e evitar contato com morcegos e primatas.

O que sabemos sobre o surto de Ebola que a OMS declarou emergência global

Fonte: cnnbrasil.com.br

Publicar comentário