Hantavírus: Brasil tem sistema de vigilância contra doença, diz Padilha

Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no começo de maio acendeu um alerta na população da América do Sul. O evento resultou em sete mortes e um aumento do número de contaminados, incluindo alguns casos testados no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou que o país possui um sistema de vigilância para controle da doença e tranquilizou os cidadãos. Reforçando que a doença já é detectada no território brasileiro desde os anos 1990, Padilha afirmou que o índice de óbitos caiu ao longo do tempo.

“Ano passado tivemos o menor número de óbitos. O hantavírus também é uma doença para a qual temos um sistema de vigilância. Esse tipo de cepa que circulou no cruzeiro foi pego na região andina, é uma cepa que nunca circulou no Brasil”, completou ele.

O ministro ainda explicou que a cepa Andes é a única variante, até o momento, que pode ser transmitida entre seres humanos. Os antigos casos de diagnóstico no país tiveram, obrigatoriamente, contato com fluidos de roedores.

Até então, a doença foi confirmada em hospitais de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. A indicação dos especialistas é se atentar à limpeza de galpões, trilhas, colheitas e pescarias, locais nos quais roedores podem aparecer e deixar resíduos infectados. Também é recomendado utilizar máscaras e manter a rotina básica de higiene após visitar lugares fechados ou abandonados.

Padilha finalizou tranquilizando a população ao afirmar que o hantavírus não é uma novidade para os infectologistas e que existe um monitoramento por parte do Ministério da Saúde.

*Sob supervisão de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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