PL vê erro de gestão política de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (19) com a cúpula do PL para tratar das repercussões geradas pelo vazamento de um áudio seu para Daniel Vorcaro. A reunião contou com mais de 70 pessoas, incluindo Sérgio Moro, o líder Sóstenes Cavalcante e Valdemar Costa Neto, além de deputados e senadores da legenda. A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H.
De acordo com Venceslau, o consenso entre os parlamentares presentes é de que houve um erro de gestão na administração da pré-campanha. Membros do partido classificaram como “amadora” a postura adotada por Flávio diante da revelação feita pelo Intercept.
Cobrança por gestão de crise mais eficiente
Parlamentares avaliaram que Flávio deveria ter comunicado previamente, mesmo que houvesse algum contrato de confidencialidade, ao menos a cúpula da campanha, para que um plano de gestão de crise fosse elaborado e uma resposta preparada antes que o caso viesse a público. Segundo Venceslau, essa antecipação poderia ter esvaziado o noticiário negativo que se instalou após a revelação. Há, portanto, uma cobrança significativa do PL para que haja mais investimento na estrutura de apoio em torno do candidato.
O relato destaca que muito se fala que Flávio Bolsonaro conta hoje com uma estrutura mais profissional — com marqueteiro e mais recursos —, algo que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não possuía em 2018. Mesmo em 2022, a pré-campanha ainda apresentava um aspecto menos estruturado em comparação ao que existe atualmente. Essa percepção reforça a cobrança interna por uma atuação mais organizada diante de crises.
Divergências sobre o nível de convencimento
Apesar do consenso sobre o erro de gestão, há divergências entre os parlamentares quanto ao nível de convencimento gerado por Flávio na reunião. Alguns avaliam que não há outra saída senão torcer para que nenhuma nova revelação surja. Na reunião, Flávio garantiu que não há nada de novo a ser revelado. Parte do grupo considera que não é mais viável trocar a candidatura neste momento.
Para esses parlamentares, resta agora esperar que o caso esfrie até a eleição e que a candidatura consiga se recuperar do que foi descrito como “um duro golpe”. Outros integrantes do partido avaliam que a situação já está precificada e que o caminho é trabalhar para reduzir os danos. Todos saíram da reunião abatidos, preocupados e surpresos com o novo desgaste revelado. Por fim, a leitura política predominante é de que ficou muito mais difícil firmar qualquer coligação com partidos do Centrão, com a avaliação de que Flávio deve ir sozinho, com o PL, para a disputa.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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