Arquivo de Macroeconomia - https://cotaperiscopica.com/category/macroeconomia/ Wed, 20 May 2026 10:42:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://cotaperiscopica.com/wp-content/uploads/2025/04/cropped-cota-peris-2-32x32.png Arquivo de Macroeconomia - https://cotaperiscopica.com/category/macroeconomia/ 32 32 iFood processa Keeta por espionagem corporativa no Brasil https://cotaperiscopica.com/ifood-processa-keeta-por-espionagem-corporativa-no-brasil/ https://cotaperiscopica.com/ifood-processa-keeta-por-espionagem-corporativa-no-brasil/#respond Wed, 20 May 2026 10:42:35 +0000 https://cotaperiscopica.com/ifood-processa-keeta-por-espionagem-corporativa-no-brasil/ iFood pede ao juiz que ordene que a concorrente cesse tais práticas e a condene ao pagamento de danos morais no valor de R$1 milhão

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O aplicativo de entrega de alimentos iFood, que pertence ao grupo holandês de investimentos Prosus, está processando a rival Keeta, controlada pelo grupo chinês Meituan, por suposta concorrência desleal no Brasil.

Em ação ajuizada numa corte empresarial e de conflitos em São Paulo, o iFood pede ao juiz que ordene que a concorrente cesse tais práticas e a condene ao pagamento de danos morais no valor de R$1 milhão, além de indenizações adicionais a serem apuradas, de acordo com documentos obtidos pela Reuters.

No processo, a iFood alega que consultorias teriam abordado seus funcionários para obterem informações estratégicas e confidenciais sobre os negócios da empresa em troca de “remuneração significativa”.

Procurada pela Reuters, a Keeta disse defender um mercado aberto e justo e operar em conformidade com todos os requisitos locais. A empresa também afirmou que não contrata terceiros para abordar indivíduos em seu nome para os fins descritos e que não recebeu qualquer notificação.

Em sua ação judicial, o iFood afirmou ter identificado um então funcionário que aceitou uma dessas propostas e participou de uma videoconferência enquanto ainda estava na empresa, o que resultou em uma investigação policial, incluindo busca e apreensão de dispositivos eletrônicos.

Por meio dessas medidas, o iFood obteve documentos que, segundo a empresa, mostram que contas vinculadas ao domínio da Meituan participaram das conversas.

A Keeta anunciou sua entrada no mercado brasileiro de delivery de comida – dominado pelo iFood – há cerca de um ano, com um investimento inicial de aproximadamente US$1 bilhão.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Comissão do Senado aprecia PEC da autonomia do BC em meio a impasse https://cotaperiscopica.com/comissao-do-senado-aprecia-pec-da-autonomia-do-bc-em-meio-a-impasse/ https://cotaperiscopica.com/comissao-do-senado-aprecia-pec-da-autonomia-do-bc-em-meio-a-impasse/#respond Wed, 20 May 2026 06:19:15 +0000 https://cotaperiscopica.com/comissao-do-senado-aprecia-pec-da-autonomia-do-bc-em-meio-a-impasse/ Proposta é principal item da pauta da CCJ, mas Fazenda atua junto à liderança do governo para evitar avanço da proposta neste momento

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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que consolida a autonomia do BC (Banco Central) deve enfrentar resistência no Senado e pode ter sua votação adiada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quarta-feira (20).

A proposta é o principal item da pauta da comissão, mas integrantes do colegiado já trabalham com a possibilidade de um pedido de vista coletivo para ampliar o prazo de discussão do texto.

A CNN Brasil apurou que o Ministério da Fazenda atua junto à liderança do governo para evitar o avanço da proposta neste momento.

Interlocutores afirmam que o Palácio do Planalto prefere que a discussão fique para depois das eleições, diante da preocupação com os impactos da medida sobre o controle político e orçamentário da autarquia.

A PEC 65/2023 transforma o BC em uma instituição de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, financeira e orçamentária. Na prática, o BC deixaria de ser uma autarquia vinculada à administração pública federal e passaria a operar sem subordinação a ministérios.

O texto prevê uma ampliação significativa da independência já existente da autoridade monetária. Atualmente, a autarquia possui autonomia operacional, com mandatos fixos para o presidente e diretores.

A nova proposta garante maior liberdade administrativa, orçamento próprio e menos dependência do Tesouro Nacional para despesas, estrutura e pessoal.

Dentro do governo, há receio de que a medida abra precedente para que outras autarquias, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), também passem a reivindicar autonomia financeira semelhante.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), defende a proposta e afirma que a mudança ajudaria a proteger o Pix ao inserir mecanismos relacionados ao sistema de pagamentos dentro da estrutura constitucional do Banco Central.

Já o relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM), tem argumentado que o BC opera com limitações orçamentárias incompatíveis com o tamanho de suas responsabilidades no sistema financeiro.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também intensificou recentemente a defesa da proposta.

Em discussões no Senado, ele afirmou que a instituição enfrenta restrições de orçamento, pessoal e estrutura para exercer funções de supervisão do sistema financeiro.

No entanto, a articulação do BC em favor da PEC gerou desconforto dentro da equipe econômica.

Integrantes da Fazenda avaliam que a gestão anterior conseguiu conter o avanço do texto e agora tentam repetir o movimento para evitar que a proposta avance na CCJ.

O que (e como) o BC pode fazer para derrubar o dólar?

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Análise: Galípolo usa Caso Master para defender autonomia do BC https://cotaperiscopica.com/analise-galipolo-usa-caso-master-para-defender-autonomia-do-bc/ https://cotaperiscopica.com/analise-galipolo-usa-caso-master-para-defender-autonomia-do-bc/#respond Tue, 19 May 2026 23:18:52 +0000 https://cotaperiscopica.com/analise-galipolo-usa-caso-master-para-defender-autonomia-do-bc/ Na CAE do Senado, presidente da autarquia defendeu aprovação de PEC e alertou sobre vulnerabilidade do sistema financeiro brasileiro

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O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, compareceu à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado nesta terça-feira (19) e surpreendeu ao dedicar grande parte de sua fala ao caso do Banco Master, deixando a política monetária em segundo plano.

A analista do CNN Money Lucinda Pinto avaliou que, há muito tempo, não se via o chefe da autoridade monetária ser tão questionado sobre um tema que não fosse a taxa de juros.

Defesa enfática da PEC e da autonomia do Banco Central

Diante dos questionamentos sobre o Banco Master, Galípolo aproveitou o momento para fazer uma defesa veemente da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia a autonomia do Banco Central.

Segundo Lucinda Pinto, a ideia transmitida por Galípolo foi a de transformar a crise do Master em uma oportunidade.

“Pelo amor de Deus, qual é o problema da gente ter um Banco Central desaparelhado e sem dentes suficientes para acompanhar esse mercado que cresceu tão rapidamente?”, teria dito o presidente do BC, em frase que chamou atenção pela intensidade.

Galípolo também destacou a disparidade entre o Banco Central do Brasil e instituições estrangeiras.

Enquanto o BCE (Banco Central Europeu) conta com cerca de 20 técnicos para cada instituição supervisionada, no Brasil a relação seria inversa: um técnico para cada 20 instituições.

Além disso, ele ressaltou que servidores do Banco Central trabalham madrugadas e fins de semana apenas para manter o sistema do Pix em funcionamento.

Perspectivas para a PEC no Congresso

A perspectiva de avanço da PEC no curto prazo, no entanto, é incerta. O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), informou que o texto será lido nesta na quarta-feira (20) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas já antecipou que provavelmente haverá pedido de vista.

Para Lucinda Pinto, o projeto não aparenta ter condições de avançar de forma relevante ainda neste ano.

A analista destacou que a questão é urgente diante do crescimento e da complexidade do sistema financeiro, que hoje inclui fintechs, open finance e operações cada vez mais sofisticadas. Ela alertou que o Banco Central, por precisar submeter qualquer aquisição ou desenvolvimento tecnológico a outras instâncias, não tem a agilidade necessária para se modernizar. Isso tornaria o sistema financeiro progressivamente mais vulnerável a ataques, golpes e corrupção. Lucinda Pinto lembrou ainda que países como México e Chile já contam com legislações mais avançadas nesse sentido.

Política monetária: cenário preocupante

Embora tenha ocupado espaço menor na fala de Galípolo, a política monetária também foi abordada. Ele apresentou um cenário preocupante, reafirmando o compromisso do Banco Central em perseguir a meta de inflação e sinalizando que os juros reagirão às expectativas.

A mediana das projeções do IPCA está em 4,92% para 2026 e em 4% para 2027, enquanto o El Niño deve agravar ainda mais o quadro inflacionário no próximo ano.

Galípolo não sinalizou que trataria a inflação atual como um choque de oferta — posição diferente da adotada pela Fazenda. Newton Davi, diretor do Banco Central, também participou de evento do Santander no mesmo dia e afirmou que a política monetária seguirá até que a ancoragem leve as expectativas à meta.

O relatório Focus indicou que a mediana das projeções para a Selic está em 13,25% para este ano, 11% para o próximo e 10% para 2028, sem perspectiva de taxa de um dígito nos próximos anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Novo acordo impede Receita dos EUA de investigar Trump por questões fiscais https://cotaperiscopica.com/novo-acordo-impede-receita-dos-eua-de-investigar-trump-por-questoes-fiscais/ https://cotaperiscopica.com/novo-acordo-impede-receita-dos-eua-de-investigar-trump-por-questoes-fiscais/#respond Tue, 19 May 2026 22:00:08 +0000 https://cotaperiscopica.com/novo-acordo-impede-receita-dos-eua-de-investigar-trump-por-questoes-fiscais/ De acordo com documento, governo federal está “permanentemente impedido e excluído” de processar ou dar andamento a “reclamações” ou “investigações” decorrentes de questões pendentes perante a IRS

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A IRS (referente à Receita dos Estados Unidos) não pode mover ações contra o presidente Donald Trump, sua família ou suas empresas por questões fiscais passadas, de acordo com cláusulas adicionais incluídas nesta terça-feira (19) no acordo que o Departamento de Justiça firmou com Trump para resolver o processo de US$ 10 bilhões movido por ele contra a IRS.

Os termos adicionais, divulgados inicialmente pelo Politico, foram discretamente incluídos em um hiperlink no comunicado de imprensa do Departamento de Justiça divulgado na segunda-feira (18), que continha um acordo para criar um fundo de quase US$ 1,8 bilhão para indenizar pessoas ou organizações que foram “usadas como arma” por governos anteriores — um fundo que, segundo amplas expectativas, beneficiará os aliados de Trump, incluindo os manifestantes que invadiram o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021.

O processo de Trump — e a forma como o governo Trump o resolveu — foi rotulado de “auto-negociação” pelos críticos do presidente, já que Trump controla as agências do Poder Executivo que estavam decidindo como responder a um processo que ele moveu a título pessoal.

Trump desistiu abruptamente do caso após sinais de que o juiz poderia investigar se se tratava de uma disputa legal legítima que deveria ser julgada em tribunal.

De acordo com o novo documento, datado de terça-feira e assinado pelo procurador-geral interino Todd Blanche, o governo federal está “PERMANENTEMENTE IMPEDIDO e EXCLUÍDO” de processar ou dar andamento a “reclamações” ou “investigações” decorrentes de questões pendentes perante a IRS, incluindo “declarações de imposto de renda” apresentadas por Trump antes que o acordo fosse alcançado.

A disposição se aplica não apenas a Trump, mas também à sua família, fundos fiduciários, empresas e outras afiliadas.

O IRS e o Departamento de Justiça não responderam imediatamente às perguntas da CNN sobre a nova redação.

O deputado Richard Neal, líder democrata na Comissão de Finanças da Câmara — principal órgão responsável pela elaboração de leis tributárias da Câmara —, condenou rapidamente a medida como “corrupção”.

“Trump transformou o governo federal em seu esquema de proteção pessoal, garantindo que os impostos dele, de sua família e de suas empresas fiquem permanentemente fora do alcance”, disse Neal em uma postagem nas redes sociais.

“As mesmas pessoas que lutam para pagar as compras de supermercado e a gasolina agora são forçadas a financiar a extorsão legal desse bilionário e o enriquecimento do império de sua família.”

Altos funcionários continuaram a defender o fundo contra a militarização desde seu anúncio na segunda-feira, mas até agora têm evitado responder a perguntas sobre os termos recém-divulgados.

Blanche, que assinou pessoalmente o novo adendo, mas não o acordo em si, afirmou durante depoimento no Congresso na manhã de terça-feira que o presidente, sua família e suas entidades concordaram em não solicitar pagamentos por meio do fundo. Ele não foi questionado sobre quaisquer termos adicionais do acordo.

E o procurador-geral adjunto Stanley Woodward, que assinou o acordo original, disse que é “muito, muito, muito cedo para tirar conclusões precipitadas” sobre como o fundo será operado. Woodward também prometeu que “não aprovaria nenhum acordo envolvendo ex-clientes”, o que inclui o manobrista de Trump e ex-co-réu Walt Nauta e outros acusados em conexão com o tumulto no Capitólio de 6 de janeiro de 2021.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Lula libera até R$ 30 bi para motoristas de app e taxistas trocarem carros https://cotaperiscopica.com/lula-libera-ate-r-30-bi-para-motoristas-de-app-e-taxistas-trocarem-carros/ https://cotaperiscopica.com/lula-libera-ate-r-30-bi-para-motoristas-de-app-e-taxistas-trocarem-carros/#respond Tue, 19 May 2026 21:37:43 +0000 https://cotaperiscopica.com/lula-libera-ate-r-30-bi-para-motoristas-de-app-e-taxistas-trocarem-carros/ Programa prevê crédito facilitado para compra de carros novos e inclui mudanças para motofretistas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (19), em São Paulo, uma Medida Provisória que cria uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem veículos novos com juros reduzidos. A iniciativa faz parte do programa Move Brasil.

Durante o evento, Lula afirmou que o programa busca garantir melhores condições de trabalho para categorias que utilizam o veículo como principal ferramenta de renda.

A nova linha de crédito será destinada à compra de veículos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade, incluindo modelos flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol, desde que fabricados por montadoras habilitadas no Programa Mover.

Segundo o governo federal, poderão participar motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e mínimo de 100 corridas realizadas no período, além de taxistas devidamente registrados e em atividade.

As taxas de juros e os prazos de financiamento ainda serão definidos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o que deve ocorrer nos próximos dias. A MP assinada por Lula também autoriza condições diferenciadas para mulheres, incluindo possibilidade de juros menores, prazos maiores e financiamento de equipamentos extras de segurança.

O financiamento deverá ser solicitado pela plataforma oficial do programa, no endereço gov.br/movebrasil. Após o cadastro e autorização para análise dos dados, o motorista receberá, em até cinco dias úteis, uma resposta sobre a elegibilidade para participar do programa.

Caso aprovado, o profissional poderá procurar instituições financeiras credenciadas a partir de 19 de junho para concluir a contratação do crédito, sujeita à análise bancária.

Durante o evento, Lula também destacou que o programa busca ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que normalmente enfrentam dificuldades para financiar veículos nas condições oferecidas pelo mercado tradicional.

Além do financiamento para carros, a Medida Provisória também altera regras para mototaxistas, motoboys e entregadores por aplicativo. Entre as mudanças anunciadas estão o fim da obrigatoriedade da placa vermelha para motofrete, da inscrição paga nos Detrans, da idade mínima de 21 anos para exercício profissional e da exigência de dois anos de habilitação para atuar no setor.

O governo também retirou a obrigatoriedade do curso específico para motofretistas, que continuará existindo apenas de forma opcional.

Segundo o Palácio do Planalto, o programa integra a política de renovação de frota do governo federal e busca estimular a inclusão produtiva, além de colocar em circulação veículos considerados mais eficientes e sustentáveis.

Os recursos serão operacionalizados pelo Bndes, com apoio de instituições financeiras autorizadas. A MP também inclui taxistas e motoristas de aplicativo entre as categorias aptas a utilizar o FGI-PEAC, fundo garantidor que cobre até 80% do risco das operações de crédito.

Dados do IBGE citados pelo governo apontam que quase 1,9 milhão de pessoas trabalhavam como motoristas de automóvel no Brasil em 2024, com renda média mensal de R$ 2,5 mil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Indústria automobilística dos EUA se prepara para escassez de óleo https://cotaperiscopica.com/industria-automobilistica-dos-eua-se-prepara-para-escassez-de-oleo/ https://cotaperiscopica.com/industria-automobilistica-dos-eua-se-prepara-para-escassez-de-oleo/#respond Tue, 19 May 2026 20:30:04 +0000 https://cotaperiscopica.com/industria-automobilistica-dos-eua-se-prepara-para-escassez-de-oleo/ Guerra no Oriente Médio levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, o que tem afetado diversos setores globais

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Os preços do óleo de motor nos Estados Unidos estão subindo rapidamente, e alguns executivos do setor alertam para uma escassez causada pela guerra no Oriente Médio, devido aos danos a instalações importantes na região e o fechamento do Estreito de Ormuz.

O risco é que alguns dos tipos mais populares do óleo em questão fiquem em falta, obrigando os motoristas a adiarem a troca de óleo ou a utilizarem óleos de qualidade inferior.

“Estamos prevendo escassez — não tenho dúvidas disso”, declarou Holly Alfano, CEO da Independent Lubricant Manufacturers Association (ILMA), uma associação comercial do setor, à CNN. “Pode levar cerca de um ano até vermos algum alívio real”, continuou.

Tom Glenn, presidente e fundador da Petroleum Trends International e editor na JobbersWorld, tem documentado as múltiplas rodadas de aumentos nos preços do óleo desde o início da guerra.

“Três rodadas de aumentos de preços em dois meses e meio é algo inédito. E a magnitude é impressionante”, disse Glenn à CNN. “Estou neste ramo desde 1979 e nunca vi nada parecido”.

Em um ano normal, os produtores de óleo de motor aumentariam os preços para os distribuidores em 70 a 80 centavos de dólar por galão. Mas, segundo Glenn, neste ano, alguns produtores já aumentaram os preços para os distribuidores que compram em grandes quantidades em US$ 5 ou mais por galão.

Esses aumentos de preços são impulsionados por uma combinação de preços mais altos do petróleo bruto, óleos básicos, aditivos, transporte, embalagem e logística.

Além do aumento dos preços, a ILMA alerta para uma “escassez iminente” de óleos de baixa viscosidade, incluindo 0W-16, 0W-8 e 0W-20 — que é o tipo de óleo lubrificante para automóveis mais importante no mercado atualmente.

É o óleo preferido para veículos mais novos, representando cerca de um terço da demanda total de óleo de motor para carros de passeio no ano passado, de acordo com a Petroleum Trends International.

A situação do óleo de motor é mais um lembrete da fragilidade das cadeias de suprimentos globais.

O problema é que quase metade (44%) do óleo básico mais importante usado na fabricação de óleo de motor, conhecido como Grupo III, vem de apenas três produtores do Golfo Pérsico, segundo a ILMA.

O fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio foi interrompido devido ao fechamento do Estreito de Ormuz após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã no final de fevereiro.

Além disso, a Pearl GTL, a maior planta de conversão de gás em líquidos (GTL) do mundo, localizada no Catar, foi atacada e seriamente danificada no Irã. Isso significa que um dos principais fornecedores de óleos básicos do Grupo III ficou inoperante por tempo indeterminado.

“Espera-se que os EUA fiquem sem petróleo bruto do Grupo III originário do Golfo Pérsico até junho”, informou a ILMA em um boletim publicado na semana passada.

Normalmente, os Estados Unidos recorreriam à Coreia do Sul para suprir a demanda, mas as refinarias asiáticas dependem do Estreito de Ormuz para grande parte do petróleo bruto. E as refinarias asiáticas que têm acesso ao petróleo bruto estão focadas em produzir o máximo possível de querosene de aviação e diesel para aproveitar as margens de lucro historicamente altas.

O óleo lubrificante para automóveis também pode ser produzido com óleos básicos do Grupo II, mas estes também estão sendo desviados para a produção de diesel para atender à demanda e às margens historicamente altas.

“A válvula de segurança do Grupo II está efetivamente fechada”, afirmou a ILMA em boletim.

Conversas com o governo Trump

Alfano, CEO da ILMA, disse que o grupo está recebendo relatos informais de que certas partes dos Estados Unidos já estão enfrentando escassez.

Alfano afirmou que a indústria tem mantido contato com o Departamento de Energia, incluindo conversas com assessores do Secretário de Energia, Chris Wright.

“Eles estão explorando todas as possibilidades”, destacou Alfano. “Infelizmente, não há muito que eles possam fazer. Não existe uma solução fácil”.

Ela observou que, embora haja duas novas fábricas do setor com previsão de entrar em operação nos Estados Unidos, a expectativa é que elas só comecem a funcionar no ano que vem.

“O presidente e toda a equipe de energia previram interrupções de curto prazo nos mercados globais de energia devido à Operação Epic Fury e tinham um plano preparado para mitigar essas interrupções”, disse a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, em um comunicado, mencionando medidas como a suspensão da Jones Act.

Rogers afirmou que o governo está trabalhando em estreita colaboração com o setor privado e a indústria para abordar as preocupações, “explorar possíveis ações e orientar as decisões políticas do presidente”. Ela acrescentou que os mercados de energia se estabilizarão e os preços “cairão drasticamente” à medida que Trump trabalha para encerrar o conflito.

O Departamento de Energia está “pronto para tomar medidas adicionais, se necessário, para ajudar a evitar interrupções no fornecimento”, apontou Ben Dietderich, secretário de imprensa do Departamento de Energia, em um comunicado.

A Valvoline — que opera 2.400 centros de serviços de troca de óleo — afirmou em um comunicado que não aumentou significativamente os preços e que tem “fornecimento suficiente para atender os clientes hoje e no futuro próximo”.

A Valvoline compartilhou estar trabalhando em estreita colaboração com o fornecedor para “gerenciar proativamente qualquer impacto potencial do atual cenário de mercado”.

Representantes de grandes varejistas de autopeças, incluindo AutoZone, Advance Auto Parts e Jiffy Lube, não responderam aos pedidos de comentários.

Mason Hamilton, economista-chefe do Instituto Americano de Petróleo (API), disse que a associação comercial está “monitorando atentamente como o conflito no Oriente Médio pode afetar o mercado”.

Hamilton observou que o API, que ajuda a definir padrões para especificações de óleo de automóvel, já acionou o licenciamento provisório de emergência para dar às empresas flexibilidade para recorrer a fornecedores alternativos de óleo básico não afetados pela guerra.

Michael Chung, diretor sênior de inteligência de mercado da Auto Care Association, uma associação comercial que representa fornecedores, distribuidores, empresas de manutenção e reparo automotivo, disse à CNN que os motoristas devem esperar mais um impacto no bolso, mesmo que adiem manutenções não essenciais.

“Ainda estamos otimistas com o mercado de reposição, mas reconhecemos que haverá desafios na cadeia de suprimentos relacionados à disponibilidade e aos preços do óleo lubrificante no curto prazo”, comentou Chung.

Possíveis soluções

Glenn, editor da JobbersWorld, disse que, embora esteja preocupado com a escassez de óleo de motor, provavelmente serão encontradas soluções alternativas.

“Os americanos não vão parar de dirigir carros. Os caminhões não vão parar de entregar mercadorias. Não vamos parar completamente”, ressaltou Glenn.

Uma opção para a indústria gerenciar proativamente a demanda, conforme Glenn, é que as montadoras autorizem temporariamente o uso de óleo de motor com viscosidade ligeiramente maior, que requer muito menos óleo básico do Grupo III.

Outras soluções incluem alterar as recomendações das montadoras sobre a frequência com que os proprietários de veículos devem trocar o óleo e fazer com que os produtores dependam temporariamente mais de óleo básico do Grupo II para fabricar óleo de motor.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Bessent: G7 pretende confrontar China com dados sobre desequilíbrios https://cotaperiscopica.com/bessent-g7-pretende-confrontar-china-com-dados-sobre-desequilibrios/ https://cotaperiscopica.com/bessent-g7-pretende-confrontar-china-com-dados-sobre-desequilibrios/#respond Tue, 19 May 2026 20:25:11 +0000 https://cotaperiscopica.com/bessent-g7-pretende-confrontar-china-com-dados-sobre-desequilibrios/ Secretário do Tesouro ainda afirmou que havia alertado seus aliados ocidentais que, sem proteções comerciais, eles enfrentariam uma enxurrada de exportações chinesas

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O secretário do Tesouro dos EUA (Estados Unidos), Scott Bessent, disse à Reuters nesta terça-feira (19) que as discussões dos líderes financeiros do G7 sobre a redução dos desequilíbrios globais enfatizaram muito o confronto com a China, com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostrando o impacto prejudicial de seu enorme impulso de exportação.

Bessent disse que já havia alertado os aliados ocidentais que, sem proteções comerciais, eles enfrentariam uma enxurrada de exportações chinesas, incluindo veículos elétricos, que prejudicariam suas economias.

“Eu havia alertado os europeus, os australianos, os britânicos, os canadenses e o Japão de que os EUA iriam erguer um muro tarifário e que esses produtos chineses de alta qualidade não poderiam ser absorvidos pelo Sul Global e que eles estariam chegando a algum lugar”, disse Bessent em uma entrevista após a reunião. “E, infelizmente, eu estava certo.”

Com relação à aplicação das sanções ao Irã, ele disse que os países europeus precisavam tomar medidas mais fortes para fechar as agências bancárias iranianas e que os países asiáticos precisavam policiar melhor a frota de navios-tanque do Irã para evitar a transferência de petróleo para navios não sancionados.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Gasolina dispara, muda rotina nos EUA e carrinho da Barbie vira opção https://cotaperiscopica.com/gasolina-dispara-muda-rotina-nos-eua-e-carrinho-da-barbie-vira-opcao/ https://cotaperiscopica.com/gasolina-dispara-muda-rotina-nos-eua-e-carrinho-da-barbie-vira-opcao/#respond Tue, 19 May 2026 19:38:25 +0000 https://cotaperiscopica.com/gasolina-dispara-muda-rotina-nos-eua-e-carrinho-da-barbie-vira-opcao/ Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA foi US$ 4,52, acima dos cerca de US$ 3 antes do início da guerra do Oriente Médio, de acordo com a Associação Automobilística Americana

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A resposta de Mali Hightower aos preços altos da gasolina é um brinquedo que ele retirou do lixo de alguém. Calma que a gente te explica.

O faz-tudo de 30 anos de Ellenwood, Geórgia (EUA), colocou um motor com capacidade de dois galões e um pistão de uma lavadora de alta pressão em um Power Wheels Barbie Dream Camper rosa quebrado – um carrinho de brinquedo a bateria com menos de um metro e meio de altura. Com um único puxão no cabo, parecido com o de um cortador de grama, ele parte para o supermercado, com os joelhos praticamente nas orelhas e o capacete de motociclista na cabeça.

O carro dele de verdade, um Mercedes-Benz conversível de 1996, custa cerca de US$ 90 (pouco mais de R$ 455, na cotação atual) para ser abastecido. “É muito caro”, compartilhou Hightower, que também instalou um suporte na parte superior do carrinho para mantimentos. “Eu dirijo isso quando posso”.

A solução que ele adotou pode ser vista como incomum, mas o aumento do custo da gasolina está remodelando as decisões cotidianas nas residências de todo o país. Há muito tempo apaixonados por carros, especialmente SUVs e caminhões leves menos eficientes em termos de combustível, os norte-americanos estão buscando alternativas como transporte público ou ficar perto de casa.

Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA foi US$ 4,52, acima dos cerca de US$ 3 antes do início da guerra do Oriente Médio, de acordo com a Associação Automobilística Americana. Um galão americano equivale a aproximadamente 3,8 litros.

Em uma pesquisa da Ipsos de 28 de abril, publicada pelo Washington Post e pela ABC News, 44% dos norte-americanos disseram ter reduzido o número de viagens de carro.

Alguns estão encontrando oportunidades em meio à crise. Depois de gastar quase US$ 40 a mais do que o normal para abastecer um Buick Enclave, Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley em Mashpee, Massachusetts, teve uma ideia: lançar um acampamento noturno como medida de economia de custos para os pais que gastam uma fortuna levando os filhos de um lado para o outro durante todo o verão.

“Meu colega disse: ‘Isso é hilário’”, contou Tocci. “E eu pensei: ‘Sério, vou colocar isso em todas as mídias sociais’”. Ela começou a fazer referência aos custos de combustível online e em e-mails de marketing para aumentar o número de adesões.

“Aqui está uma dica de orçamento sobre a qual ninguém fala: Mande os filhos para um acampamento noturno”, diz uma das publicações.

Diferentes estilos de vida

A criadora de conteúdo Dafne Flores dirige de sua casa em Silverdale, Washington, para Los Angeles várias vezes ao ano para visitar amigos. Durante a mais recente estadia de dois meses, ela estacionou em Glendale e passou a usar o transporte público para se locomover.

“Estamos acostumados a preços de gasolina caros, mas nunca tão altos”, comentou Flores, de 28 anos.

Abastecer o Toyota Highlander agora custa pelo menos US$ 95, por isso ela está evitando saídas de carro para além de oito quilômetros e postos próximos a rodovias, onde já viu preços perto de US$ 9 o galão.

No ônibus, ela pode editar vídeos e evitar custos de estacionamento. Flores diz que, online, mais norte-americanos da mesma idade que ela estão falando sobre escolhas semelhantes. “Estou vendo muitos vídeos de pessoas usando o ônibus”, citou.

A tendência é evidente em todo o território dos EUA. No Maine, o número de passageiros no sistema de ônibus público de Bangor aumentou 21% desde janeiro, informou a administradora de trânsito Laurie Linscott, com a maior parte do crescimento durante os horários de pico.

“Comecei a observar as pessoas e a tentar obter algum tipo de perfil”, comentou Linscott. “Eram pessoas de todos os estilos de vida”.

Brindes de cartão de gasolina

Recentemente, os motoristas esperaram mais de uma hora em um posto de gasolina em El Segundo, Califórnia, onde a agência de turismo Visit Las Vegas estava oferecendo até US$ 100 em gasolina para os primeiros 100 motoristas na fila para incentivar viagens para a cidade.

Mas poucos dos que compareceram estavam pensando em tirar férias.

Robert Jackson, de El Segundo, disse que o combustível duraria apenas alguns dias. “Agora tenho que andar e pegar o trem”, acrescentou ele. “É difícil. Realmente é”.

Segette Frank, de Los Angeles, disse que costumava fazer compras em toda a cidade. “Agora fico perto, porque não quero ficar sem gasolina”, revelou ela.

Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$ 5.000 em cartões de gasolina de US$ 25 nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis destacou que eles distribuíram mais de 70 cartões após os cultos do Dia das Mães.

“O transporte não é um luxo para muitas famílias”, disse ele. “É uma questão de sobrevivência”, pontuou.

Até agora, a crise não causou um aumento nas compras de veículos elétricos, mas trouxe alívio para os motoristas deles.

John Stringer, presidente da Tesla Owners of Silicon Valley, um grupo de entusiastas da Tesla, publicou recentemente um vídeo no TikTok mostrando uma placa de posto de gasolina com preços altíssimos.

“Ah, cara, gostaria que isso fosse um problema com o qual eu tivesse que lidar”, diz Stringer, em tom de brincadeira, antes de virar a câmera para o Cybertruck.

Embora tenha sido uma piada, Stringer disse que o alívio é real.

“Não sei qual foi a última vez que olhei os preços da gasolina, exceto por esse vídeo”, enfatizou.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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ONU reduz previsão para PIB do Brasil por conta de juros restritivos https://cotaperiscopica.com/onu-reduz-previsao-para-pib-do-brasil-por-conta-de-juros-restritivos/ https://cotaperiscopica.com/onu-reduz-previsao-para-pib-do-brasil-por-conta-de-juros-restritivos/#respond Tue, 19 May 2026 19:37:30 +0000 https://cotaperiscopica.com/onu-reduz-previsao-para-pib-do-brasil-por-conta-de-juros-restritivos/ Organização afirma que crescimento brasileiro deve perder força ao longo deste ano por “condições monetárias ainda restritivas”

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O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve desacelerar a 2,0% em 2026, de 2,3% em 2025, segundo projeções da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgadas em relatório semestral sobre perspectivas para economia global. Para 2027, a projeção é de uma expansão de 2,3%.

As estimativas não foram revisadas em relação ao relatório anterior, divulgado em janeiro.

A ONU afirma que o crescimento brasileiro deve perder força ao longo deste ano por causa de “condições monetárias ainda restritivas” – uma referência à taxa Selic em nível muito superior ao da inflação. No entanto, ressalta que há elementos de apoio á demanda doméstica.

“Medidas expansionistas, incluindo aumentos do salário mínimo e elevação dos limites de isenção do imposto de renda para famílias de menor renda, darão algum apoio à demanda interna”, afirma a ONU.

O relatório também observa que vários países registram um mercado de trabalho resiliente em 2026, entre eles o Brasil, e que o país avança com políticas industriais.

“Alguns países estão avançando com estratégias ambiciosas – por exemplo, o Brasil com a Nova Indústria Brasil, com apoio de financiamento ao desenvolvimento e suporte setorial direcionado“, explica o documento.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Inflação mais alta por guerra no Irã pressiona crescimento global, diz ONU https://cotaperiscopica.com/inflacao-mais-alta-por-guerra-no-ira-pressiona-crescimento-global-diz-onu/ https://cotaperiscopica.com/inflacao-mais-alta-por-guerra-no-ira-pressiona-crescimento-global-diz-onu/#respond Tue, 19 May 2026 19:23:18 +0000 https://cotaperiscopica.com/inflacao-mais-alta-por-guerra-no-ira-pressiona-crescimento-global-diz-onu/ Estima-se que PIB mundial avance 2,5% em 2026 e 2,8% em 2027, segundo relatório da entidade

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A economia global entrou em uma fase de maior estresse, com a crise no Oriente Médio piorando as perspectivas de crescimento e reacendendo pressões inflacionárias, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

A entidade revisou para baixo suas projeções e agora estima que o PIB mundial avance 2,5% em 2026 e 2,8% em 2027, em um cenário já considerado fraco. Em janeiro, as projeções eram de altas de 2,7% neste ano e de 2,9% no próximo.

A ONU ressalta que, apesar de as revisões serem relativamente modestas, a incerteza aumentou de forma significativa, já que o desempenho da economia dependerá da duração e da escala do conflito.

Uma resolução mais rápida do que o esperado poderia reverter parte da piora e restaurar a confiança, mas uma interrupção prolongada tende a aprofundar o rebaixamento das projeções.

Em um cenário adverso – no qual o Brent salta temporariamente para acima de US$ 150 por barril antes de recuar gradualmente para perto de US$ 100 até o fim de 2026 -, o crescimento global ficaria em apenas 2,1% em 2026 e 2,6% em 2027, o que representaria 0,4 e 0,2 ponto porcentual abaixo da projeção-base, respectivamente.

O relatório, divulgado nesta terça-feira, aponta ainda que o fechamento do Estreito de Ormuz – rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) globais – tem elevado preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos, pressionando cadeias de suprimento.

Com isso, a inflação global passou a ser projetada em 3,9% em 2026, 0,8 ponto porcentual acima da estimativa de janeiro, o que interromperia a tendência recente de desinflação e reduziria o poder de compra das famílias.

No cenário financeiro, a ONU observa maior volatilidade e risco de novas saídas de capital, além de aperto das condições de financiamento externo, caso o conflito persista.

A expectativa é de que bancos centrais mantenham juros elevados por mais tempo para combater a inflação, enquanto governos enfrentam pressões fiscais crescentes com a perda de ritmo do crescimento e a necessidade de gastos para mitigar os efeitos da crise.

A ONU afirma que mercados de trabalho ainda resilientes e a expansão do comércio e do investimento impulsionados pela inteligência artificial oferecem algum suporte à atividade, mas não devem ser suficientes para compensar os ventos contrários generalizados.

As maiores dificuldades recaem sobre economias em desenvolvimento importadoras de combustíveis e alimentos, nas quais o aumento dos custos de importação pode ampliar déficits fiscais, pressionar contas externas e agravar a insegurança alimentar.

Segundo a ONU, as famílias de baixa renda – que comprometem a maior parcela do orçamento com alimentos e energia – são as mais afetadas, com milhões correndo risco de cair na pobreza.

A combinação de menores fluxos de ajuda, custos mais altos para rolar dívidas e piora do quadro externo pode, de acordo com o relatório, reverter avanços recentes e atrasar ainda mais o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustententável (ODS).

Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços

Fonte: cnnbrasil.com.br

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