Arquivo de Negócios - https://cotaperiscopica.com/category/negocios/ Mon, 11 May 2026 07:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://cotaperiscopica.com/wp-content/uploads/2025/04/cropped-cota-peris-2-32x32.png Arquivo de Negócios - https://cotaperiscopica.com/category/negocios/ 32 32 Maior petroleira do mundo faz alerta após guerra cortar 1 bilhão de barris https://cotaperiscopica.com/maior-petroleira-do-mundo-faz-alerta-apos-guerra-cortar-1-bilhao-de-barris/ https://cotaperiscopica.com/maior-petroleira-do-mundo-faz-alerta-apos-guerra-cortar-1-bilhao-de-barris/#respond Mon, 11 May 2026 07:20:54 +0000 https://cotaperiscopica.com/maior-petroleira-do-mundo-faz-alerta-apos-guerra-cortar-1-bilhao-de-barris/ CEO da Saudi Aramco fez declaração após companhia saltar 25% no 1º trimestre em meio à crise no Estreito de Ormuz

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O mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses e os mercados de energia levarão algum tempo para se estabilizar, mesmo que os fluxos sejam retomados, de acordo com o presidente-executivo da Saudi Aramco no domingo (10).

As interrupções no transporte marítimo seguem bloqueando o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

“Nosso objetivo é simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão”, afirmou Amin Nasser à Reuters em um comunicado, depois que a Aramco divulgou um salto de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre.

Os suprimentos globais de energia foram fortemente pressionados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que reduziu o transporte marítimo e aumentou os preços após o início do conflito no Oriente Médio.

“Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo”, destacou Nasser, acrescentando que anos de subinvestimento agravaram a pressão sobre os já baixos estoques globais.

A Aramco usou o oleoduto Leste-Oeste para contornar o Estreito de Ormuz e transportar petróleo bruto para o Mar Vermelho, um ativo que Nasser descreveu como uma “linha vital” para mitigar a crise de abastecimento global.

Apesar das mudanças nas rotas de transporte marítimo, Nasser reiterou que a Ásia continua sendo uma prioridade fundamental para a empresa e é essencial para a demanda global.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Passo a passo para usar o saldo do FGTS para quitar dívidas no Desenrola https://cotaperiscopica.com/passo-a-passo-para-usar-o-saldo-do-fgts-para-quitar-dividas-no-desenrola/ https://cotaperiscopica.com/passo-a-passo-para-usar-o-saldo-do-fgts-para-quitar-dividas-no-desenrola/#respond Mon, 11 May 2026 07:11:18 +0000 https://cotaperiscopica.com/passo-a-passo-para-usar-o-saldo-do-fgts-para-quitar-dividas-no-desenrola/ Nova modalidade do programa permite utilizar o Fundo de Garantia para liquidar débitos; saiba como operacionalizar o recurso dentro do Super App Inter

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A grande novidade do Novo Desenrola Brasil em 2026 é a integração com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A resolução permite que trabalhadores utilizem recursos que seriam acessíveis apenas em situações específicas para quitar as dívidas, recuperar sua saúde financeira e limpar o nome imediatamente.  

Se você possui saldo no FGTS e dívidas elegíveis, confira o guia detalhado para renegociar. 

Quem pode usar o FGTS no Desenrola? 

Antes de iniciar o processo, verifique se você cumpre os requisitos estabelecidos pelo Governo Federal: 

  • Saldo disponível: é necessário ter saldo em contas ativas ou inativas do FGTS 
  • Valor da dívida: o uso é permitido para dívidas renegociadas dentro da faixa do Desenrola Famílias, renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105) 
  • Limites de uso: o trabalhador pode utilizar 20% do saldo total ou até R$ 1.000, prevalecendo o valor que for maior 

Vantagens de usar o FGTS para quitar dívidas 

  • Redução do valor: você utiliza o dinheiro do fundo para pagar uma dívida que já recebeu até 90% de desconto pelo programa 
  • Preservação do fluxo de caixa: você limpa seu nome sem precisar comprometer o salário do mês ou a renda familiar atual 
  • Redução de juros: ao quitar a dívida com o FGTS, você interrompe a incidência de juros, que no Desenrola é limitada a 1,99% ao mês, mas que ainda assim impacta o patrimônio a longo prazo 

Guia Prático: Como realizar a operação no Inter 

  1. Consulta de Elegibilidade no App FGTS
    O primeiro passo não é no banco, mas na plataforma da Caixa. Acesse o aplicativo do FGTS, verifique seu saldo e autorize a consulta de dados pelas instituições financeiras participantes do Desenrola. Sem essa autorização, o banco não consegue visualizar o saldo disponível para o abatimento.
  2. Acesse o Portal de Negociação do Inter
    É possível renegociar por meio do Portal de Negociação do Inter. Os descontos variam entre 30% e 90% conforme o perfil da dívida e as condições definidas pela instituição dentro do programa. O percentual exato será exibido no portal no momento da negociação.
  3. Selecione a opção “Abatimento com FGTS”
    Ao escolher a dívida e visualizar a proposta de quitação, o sistema oferecerá as modalidades de pagamento. Ao selecionar o FGTS, o Inter consultará automaticamente o valor que você está autorizado a movimentar para aquela negociação.
  4. Confirmação e Liquidação
    Após a confirmação, o valor do FGTS é transferido para a quitação do débito. Caso o saldo do FGTS não cubra o valor total da dívida renegociada, o Inter permitirá que você pague a diferença.
  5. Baixa na Negativação
    Com o pagamento confirmado utilizando o FGTS como parte ou total do valor, o Inter tem o prazo de até 5 dias úteis para retirar seu nome dos cadastros de inadimplentes (SPC/Serasa). 

Perguntas Frequentes (FAQ) 

O uso do FGTS no Desenrola retira meu direito ao Saque-Aniversário? 

Não. O uso para quitação de dívidas no Desenrola é uma modalidade específica e não altera sua opção anterior pelo Saque-Aniversário ou Saque-Rescisão. 

Posso usar o FGTS para pagar dívidas de terceiros? 

Não. O saldo do FGTS é estritamente pessoal e só pode ser utilizado para quitar débitos vinculados ao CPF do titular da conta do Fundo de Garantia. 

O que acontece se eu me arrepender da negociação? 

Uma vez que o saldo do FGTS é transferido para a quitação da dívida, a operação é irreversível, pois o valor é utilizado para liquidar um débito legalmente constituído.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Saiba como usar a regra 50/30/20 para organizar o orçamento https://cotaperiscopica.com/saiba-como-usar-a-regra-50-30-20-para-organizar-o-orcamento/ https://cotaperiscopica.com/saiba-como-usar-a-regra-50-30-20-para-organizar-o-orcamento/#respond Mon, 11 May 2026 06:00:40 +0000 https://cotaperiscopica.com/saiba-como-usar-a-regra-50-30-20-para-organizar-o-orcamento/ Entenda como dividir a renda entre despesas essenciais, estilo de vida e investimentos para criar uma rotina financeira mais equilibrada e sustentável

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Organizar as finanças pessoais costuma parecer mais difícil na prática. Entre contas, compras do dia a dia e objetivos futuros, muita gente sente dificuldade para controlar os gastos e ainda conseguir guardar dinheiro. É nesse cenário que a “regra 50/30/20” se destaca como uma estratégia simples e eficiente para estruturar o orçamento sem depender de planilhas complexas ou conhecimentos avançados sobre finanças.

A proposta é dividir a renda mensal em três grandes categorias: 50% para gastos essenciais, 30% para despesas ligadas ao estilo de vida e 20% para investimentos e metas financeiras. O objetivo é estabelecer limites claros para equilibrar as necessidades sem deixar o futuro financeiro de lado. A principal vantagem dessa metodologia é a flexibilidade, já que ela pode ser adaptada conforme a realidade e a renda de cada pessoa.

Como encaixar as despesas no orçamento?

Para aplicar a regra 50/30/20, é preciso entender quais gastos entram em cada categoria. Veja como funciona essa divisão:

  • 50% para aluguel, contas de água, luz, internet, alimentação, transporte, saúde e educação;
  • 30% para lazer, restaurantes, viagens, assinaturas e compras. Essa parcela existe para trazer equilíbrio e evitar uma rotina; financeira excessivamente restritiva;
  • 20% para reserva de emergência, investimentos, aposentadoria, compra de imóvel, troca de carro ou qualquer meta de médio e longo prazo.

Mesmo sendo uma referência prática, o processo não precisa ser seguido de forma rígida. Em alguns momentos, a reserva de 20% da renda pode ser inviável.

Hábitos que fazem a diferença na regra 50/30/20

Além da divisão do orçamento, pequenas mudanças no dia a dia podem acelerar os resultados e facilitar a organização financeira. Algumas práticas simples incluem:

  • Planeje compras e evite gastos por impulso;
  • Cancele assinaturas e serviços pouco utilizados;
  • Cozinhe mais em casa para reduzir despesas com delivery;
  • Aproveite programas de cashback e cupons de desconto;
  • Economize em contas fixas, como energia e transporte;
  • Estabeleça limites para gastos extras e lazer;
  • Considere produtos de segunda mão para economizar em compras maiores.

A regra 50/30/20 funciona como um ponto de partida para quem deseja transformar o controle financeiro em um hábito sustentável. O propósito é desenvolver a consciência sobre o uso do dinheiro e estabelecer uma rotina financeira sustentável, com segurança e dos planos para o futuro.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Cidade da Índia recebe toneladas de “fast fashion” e vê crise ambiental https://cotaperiscopica.com/cidade-da-india-recebe-toneladas-de-fast-fashion-e-ve-crise-ambiental/ https://cotaperiscopica.com/cidade-da-india-recebe-toneladas-de-fast-fashion-e-ve-crise-ambiental/#respond Sun, 10 May 2026 23:00:57 +0000 https://cotaperiscopica.com/cidade-da-india-recebe-toneladas-de-fast-fashion-e-ve-crise-ambiental/ Produtos químicos utilizados na produção têxtil representam problemas para saúde de trabalhadores da reciclagem de roupas em Panipat

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Dentro da unidade de reciclagem de algodão empoeirada e mal iluminada, Rajesh está ao lado de uma máquina de triturar, alimentando as lâminas afiadas com tecido branco.

Esses são os restos de roupas descartadas nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Japão e em outros lugares, que chegam à cidade de Panipat, no norte da Índia, em caminhões lotados, transbordando em montes soltos e desorganizados.

Dentro dos armazéns, as roupas se acumulam até o teto. Em uma das unidades, as peças descartadas têm seus zíperes e botões removidos. Em outro local, as fibras são transformadas em fios, tingidas, branqueadas e retecidas para a confecção de tapetes, carpetes e cobertores.

Os funcionários se movimentam rapidamente dentro das unidades, separando os retalhos por cor e tecido, alimentando um sistema projetado para acompanhar o ritmo do consumo global. Algumas das roupas ainda têm etiquetas de preço de brechó; outras parecem ter sido pouco usadas.

Panipat é um terminal de fast fashiona tendência moderna que leva as pessoas a comprarem mais roupas, mas a usá-las por menos tempo. Normalmente, as roupas não são feitas para durar muito tempo, e mais de um milhão de toneladas delas acabam aqui todos os anos para serem reaproveitadas.

Em teoria, parece uma solução circular para o problema do desperdício na moda rápida. Mas, na realidade, cada etapa acarreta um custo devastador para a população e o meio ambiente da cidade.

Finas camadas de algodão grudam na barba por fazer de um trabalhador têxtil veterano e se acumulam nas rugas do seu rosto. Mais perigoso ainda, minúsculas partículas de fibra entram em sua garganta e pulmões.

“Eu tusso constantemente, o dia todo, e fico com falta de ar”, diz o trabalhador, que a CNN Internacional chama de Rajesh para proteger seu emprego.

Rajesh respira esse ar há décadas e tem uma tosse seca e persistente. Mesmo assim, não lhe resta outra opção senão continuar. A indústria sustenta centenas de milhares de empregos em Panipat e arredores, atraindo migrantes como ele de regiões mais pobres que dependem dessa renda modesta, porém estável.

Os produtos químicos utilizados na produção têxtil representam um risco para a saúde dos trabalhadores que inalam as fibras. Quando a CNN Internacional visitou três unidades de reciclagem de roupas no início de fevereiro, nenhum dos trabalhadores usava máscara ou qualquer outro tipo de vestimenta de proteção.

Mas os riscos na indústria têxtil de Panipat não param por aí.

Reeta Devi trabalha em uma unidade de reciclagem de roupas para sustentar o marido, que está impossibilitado de trabalhar desde que se machucou na perna em uma máquina do mesmo setor em agosto passado.

“Eu preciso trabalhar”, diz ela. “Tenho três filhos”.

Panipat, conhecida como a “cidade têxtil” da Índia, fica ao norte de Delhi e sua indústria depende em grande parte do trabalho informal. A maioria dos trabalhadores aqui não tem seguro saúde nem benefícios formais. Se adoecem ou se machucam, perdem sua renda e recebem pouco ou nenhum apoio de seus empregadores.

O trabalho de Reeta traz seu próprio desgaste.

“Quando a poeira levanta muito, fica difícil respirar”, diz ela. Alguns trabalhadores, como Reeta, aceitam os riscos do trabalho porque há poucas opções de emprego na cidade. “Nesse tipo de trabalho sempre haverá problemas”, afirma.

A poucos quilômetros de distância, outro ex-trabalhador têxtil, Sanagar Alam, compartilha um sentimento semelhante. Ele trabalhava em uma unidade de tingimento e aponta para furúnculos no pescoço, que, segundo ele, foram causados ​​por gotejamento de produtos químicos em sua pele.

“Quando trabalhamos com os produtos químicos, sai vapor”, disse ele à CNN Internacional.

Os trabalhadores arcam com suas próprias despesas médicas, afirma. “A empresa não paga por isso”.

Em uma das unidades de tingimento visitadas pela CNN Internacional, os trabalhadores manuseavam produtos químicos quentes e pesados ​​com as mãos nuas.

Um forte odor químico pairava no ar enquanto o vapor subia das máquinas em espaços confinados, e a água residual tingida escorria para ralos expostos, deixando os pisos escorregadios e manchados.

Não havia luvas, nem máscaras à vista – nada para proteger a pele dos trabalhadores de substâncias corrosivas ou os pulmões dos vapores.

Ao ser questionado sobre as condições dentro dessas unidades de tingimento, Nitin Arora, presidente da Associação de Tingimento de Panipat, disse que os trabalhadores eram responsáveis ​​por usar os equipamentos de segurança fornecidos pelas fábricas.

“Os trabalhadores não têm instrução; por isso não usam máscaras”, disse ele à CNN Internacional.

“O dono fornece tudo… mas eles tiram as máscaras e as deixam de lado. O que o dono pode fazer?”.

A CNN Internacional entrou em contato com diversas agências governamentais, incluindo o Departamento do Trabalho de Haryana, o Conselho de Controle da Poluição e o Tribunal Nacional Verde, para comentar sobre a alegada contaminação da água e as preocupações com a saúde, mas não recebeu resposta.

A maioria dos trabalhadores têxteis tratados pelo Dr. Bhawani Shankar, especialista em doenças respiratórias, apresenta sintomas surpreendentemente semelhantes, todos relacionados à exposição à poeira das fábricas de roupas.

Os pacientes chegam com dificuldades respiratórias que pioram com o tempo.

“À medida que a doença progride, pode levar à fibrose”, diz o pneumologista, observando que, nessa fase, o dano é praticamente irreversível.

O norte da Índia já possui um dos ares mais poluídos do mundo, resultado de uma mistura tóxica de emissões veiculares e industriais, queima de resíduos agrícolas e poeira da construção civil.

Shankar afirma que o ambiente de trabalho nas unidades de reciclagem de Panipat contribui para a má saúde. “Se eles continuarem respirando o mesmo ar todos os dias, isso certamente reduzirá sua expectativa de vida”.

Mas os danos não param por aí. Os resíduos do processo de tingimento e branqueamento têxtil são frequentemente despejados em esgotos a céu aberto, levando o impacto muito além dos muros da fábrica, atingindo os sistemas de água dos quais milhões de pessoas em Panipat e arredores dependem.

A água nessas áreas deixou de ser um recurso e passou a ser um risco. Ela ainda é usada para lavar roupa, irrigar e praticar agricultura em muitas aldeias próximas.

Uma pesquisa domiciliar realizada em 2022 revelou que quase 93% das famílias relataram problemas graves de saúde ao longo de um período de cinco anos, com ampla incidência de doenças relacionadas ao trabalho e aumento de doenças crônicas.

“Não há ninguém aqui que não seja afetado”, diz o Dr. Vikas Sharma, que mora na vila de Shimla Gujran, no distrito de Panipat. “Todos sofrem com essa água. Há 15 anos, não víamos essas doenças”.

Sharma observou um aumento substancial nos casos de problemas de pele, alergias e câncer em sua comunidade. Ele próprio sofre de asma.

O governo emitiu notificações para o fechamento de unidades de branqueamento supostamente ilegais, ligadas à poluição industrial em Panipat, e teria lacrado algumas unidades e poços artesianos.

Mas o ex-funcionário do departamento de irrigação, Dr. Shiv Singh Rawat, afirma que não se está fazendo o suficiente.

“Falta responsabilização de todos os lados”, disse ele à CNN Internacional. “Do governo, da indústria e até mesmo do público”.

Nas áreas ao redor dos polos têxteis da cidade, as águas residuais das unidades de tingimento fluem por valas a céu aberto que atravessam terras agrícolas e bairros residenciais. Em alguns trechos, a água está contaminada com resíduos químicos.

Rawat afirma que os sistemas de tratamento de efluentes não são usados ​​de forma consistente. “Algumas unidades alegam tê-los, mas todos estão ignorando o sistema”, diz ele.

Segundo Rawat, as águas residuais tóxicas e ácidas acabam chegando ao rio Yamuna, uma importante fonte de água para milhões de pessoas no norte da Índia, incluindo Delhi.

O Tribunal Nacional Verde, órgão ambiental da Índia, já havia apontado lacunas regulatórias no setor têxtil, observando que algumas unidades continuam a despejar efluentes não tratados, apesar das normas vigentes.

O tribunal está atualmente analisando uma petição que alega que a indústria de reciclagem têxtil de Panipat está descartando ilegalmente resíduos industriais e emitindo poluentes.

A CNN Internacional entrou em contato com diversas agências governamentais a respeito das supostas unidades de branqueamento ilegais, mas não obteve resposta.

Em Panipat, é difícil ignorar o legado da moda rápida. Ela paira no ar, escorre pelos esgotos a céu aberto e representa um risco diário para os trabalhadores e as comunidades vizinhas.

Roupas descartadas continuam chegando a esta cidade, onde são separadas, trituradas e refeitas antes de retornarem às cadeias de suprimentos globais.

Essas roupas podem ter uma nova vida, mas são as pessoas daqui que pagam o preço.

Deepak Rao e Esha Mitra, da CNN, contribuíram para esta reportagem.

E-commerce do Brasil tem potencial de crescimento, diz relatório

Fonte: cnnbrasil.com.br

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