Arquivo de Saúde - https://cotaperiscopica.com/category/saude/ Mon, 11 May 2026 15:11:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://cotaperiscopica.com/wp-content/uploads/2025/04/cropped-cota-peris-2-32x32.png Arquivo de Saúde - https://cotaperiscopica.com/category/saude/ 32 32 Hantavírus: quais são as características da doença e de sua transmissão? https://cotaperiscopica.com/hantavirus-quais-sao-as-caracteristicas-da-doenca-e-de-sua-transmissao/ https://cotaperiscopica.com/hantavirus-quais-sao-as-caracteristicas-da-doenca-e-de-sua-transmissao/#respond Mon, 11 May 2026 15:11:09 +0000 https://cotaperiscopica.com/hantavirus-quais-sao-as-caracteristicas-da-doenca-e-de-sua-transmissao/ Ao LIVE CNN, infectologista Alberto Chebabo detalha a cepa Andes, única variante com transmissão inter-humana, e explica como a transmissão acontece

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Um surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro acendeu o alerta de autoridades de saúde mundiais e gerou preocupação na população ao redor da Terra. A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.

Ao longo do percurso, vários passageiros adoeceram com a doença respiratória de rápida progressão, informou a empresa. O caso resultou em sete mortes pelo vírus. Em entrevista ao LIVE CNN desta segunda-feira (11), o médico Alberto Chebabo, infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou as características da doença, os fatores que favoreceram a disseminação no navio e qual é o risco para a população em geral.

Segundo Chebabo, o hantavírus não é uma novidade para a comunidade médica. “Esse vírus específico que causou o surto no navio já foi sequenciado geneticamente e não apresentou mutações que o tornassem mais transmissível do que as versões já conhecidas”, explicou.

 

Cepa Andes: a única com transmissão entre humanos

Das 38 espécies de hantavírus conhecidas no mundo, a grande maioria se transmite pelo contato humano com ambientes contaminados por fezes, urina ou saliva de roedores silvestres. No entanto, a cepa envolvida no surto do navio é uma exceção. “Essa variante — conhecida como a espécie andense, ou Andes no nome científico, — é capaz de se propagar de pessoa para pessoa por via respiratória, sem a necessidade de contato com o vetor animal”, explicou Chebabo.

Para que essa transmissão ocorra, porém, é necessário um contato prolongado e próximo entre as pessoas. Chebabo comparou a situação com a da COVID-19: “Na COVID, um contato eventual é suficiente para haver essa transmissão, Já no caso do hantavírus, dessa espécie especificamente, é necessário um contato prolongado em um ambiente fechado, com pouca ventilação e com pouca troca de ar.”

Por que o navio foi um ambiente propício ao surto?

As condições do navio de cruzeiro criaram um cenário favorável à disseminação do vírus. De acordo com Chebabo, um passageiro provavelmente já embarcou infectado, ainda no período de incubação — fase em que a pessoa já carrega o vírus, mas ainda não manifesta sintomas.

“Um ambiente fechado, com ventilação forçada, ar-condicionado constante e poucas trocas de ar, aliado ao fato de o navio estar em uma região de clima muito frio, fez com que os passageiros permanecessem a maior parte do tempo nos espaços internos da embarcação”, argumentou o médico. “As pessoas convivendo durante vários dias num ambiente confinado, onde essa transmissão aconteceu de forma mais facilitada”, descreveu o infectologista.

Gravidade da doença

Chebabo alertou que a hantavirose é uma doença de alta letalidade, independentemente do perfil do paciente. “A letalidade varia de 25% a 50%”, afirmou. Apesar da gravidade, o especialista reforçou que o risco de infecção para a população em geral é muito baixo. “Não é um vírus novo como o da COVID”, concluiu o médico.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Hantavírus: “cepa andina nunca circulou no Brasil”, diz Padilha https://cotaperiscopica.com/hantavirus-cepa-andina-nunca-circulou-no-brasil-diz-padilha/ https://cotaperiscopica.com/hantavirus-cepa-andina-nunca-circulou-no-brasil-diz-padilha/#respond Mon, 11 May 2026 15:04:35 +0000 https://cotaperiscopica.com/hantavirus-cepa-andina-nunca-circulou-no-brasil-diz-padilha/ Dos 7 casos confirmados no país, nenhum é da cepa transmitida entre humanos, segundo o ministro da Saúde

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou nesta segunda-feira (11) sobre os casos confirmados de hantavírus no Brasil durante um evento do Ministério das Comunicações com o Ministério da Saúde em Brasília (DF).

“O hantavírus não é um vírus desconhecido, é um vírus conhecido por todos nós, diferente da Covid-19, que foi um vírus que surgiu com infecção humana. No Brasil, a gente chega a ter entre 38, 40, 45 casos por ano. Nesse momento, nós temos 7 casos por Hantavírus que não tem qualquer relação com o hantavírus do Cruzeiro, nem a cepa”, iniciou o ministro da Saúde.

Segundo ele, “a cepa de Hantavírus que circulou no cruzeiro é uma cepa exclusiva da região andina”. O ministro relembrou que o primeiro caso de hantavírus registrado foi nos anos 90, nos EUA.

Padilha também adiantou que a doença ocorre quando a pessoa aspira fezes de roedores, como outros especialistas já haviam destacado.

O ministro da Saúde ressaltou que “nunca circulou a cepa andina no Brasil. Desde o final dos anos 90, a gente tem casos de hantavirose no Brasil, mas nunca circulou a cepa andina” e destacou que dos 7 casos registrados, nenhum deles é desta cepa.

“A gente tem toda a estrutura para identificar e genotipar. […] A OMS não considera risco de pandemia o que aconteceu nesse surto específico do Cruzeiro”, garante.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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Sintomas silenciosos do Parkinson: Dr. Kalil e especialistas explicam https://cotaperiscopica.com/sintomas-silenciosos-do-parkinson-dr-kalil-e-especialistas-explicam/ https://cotaperiscopica.com/sintomas-silenciosos-do-parkinson-dr-kalil-e-especialistas-explicam/#respond Mon, 11 May 2026 09:00:57 +0000 https://cotaperiscopica.com/sintomas-silenciosos-do-parkinson-dr-kalil-e-especialistas-explicam/ Roberta Saba e Rubens Cury explicam como sinais sutis da doença, como mudança na voz e na escrita, podem ser confundidos com envelhecimento

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Os sintomas iniciais da doença de Parkinson costumam ser discretos e de difícil identificação, o que torna o diagnóstico um processo complexo e, muitas vezes, demorado. Entre os primeiros sinais estão a diminuição do tom de voz, alterações na escrita e redução da expressão facial.

No CNN Sinais Vitais do último sábado (9), o Dr. Roberto Kalil e os neurologistas Roberta Saba e Rubens Cury abordaram os desafios do diagnóstico da doença e esclareceram dúvidas sobre suas diferentes manifestações clínicas.

Especialista em transtornos do movimento e parkinson na Unifesp (Universidade Fedeeral de São Paulo), Roberta Saba destacou que nem todos os pacientes com Parkinson apresentam tremor. “Ele pode apresentar uma forma de rigidez e de lentidão ou uma forma tremulante”, explicou.

Entre os primeiros sinais que podem surgir, ela mencionou a diminuição do tom da voz ou rouquidão, situação em que familiares começam a notar que o paciente fala mais baixo ou de forma embolada.

Outro sinal precoce destacado por Saba é a chamada micrografia, alteração na escrita em que a letra fica progressivamente menor. A redução da expressão facial e a lentidão nas atividades do dia a dia também foram apontadas como manifestações iniciais. “Esses são os sinais mais sutis podem ser confundidos com o envelhecimento”, afirmou a neurologista.

Roberta Saba explicou ainda que a doença de Parkinson costuma começar de forma unilateral, afetando inicialmente apenas um lado do corpo. Ela relatou o caso de uma paciente que percebeu o problema ao se ver em um espelho: “Quando ela caminhava, um lado do corpo dela, o braço não movimentava.” Esse fenômeno, chamado de bradicinesia, refere-se à diminuição do movimento e é um sinal característico da doença.

A especialista também alertou para a importância de não confundir o tremor do Parkinson com o tremor essencial. Enquanto o tremor essencial ocorre durante o movimento, como ao escrever ou segurar um objeto, o tremor do Parkinson acontece em repouso, quando não há contração muscular. “São tremores diferentes. Isso é muito importante para não fazer uma confusão em termos de diagnóstico”, ressaltou Saba.

Diagnóstico clínico e demorado

Coordenador do Grupo de Distúrbios do Movimento e Doença de Parkinson do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), Rubens Cury explicou por que o diagnóstico da doença ainda representa um desafio. Segundo ele, quando os sintomas iniciais não incluem tremor, o paciente pode buscar outros especialistas antes de chegar ao neurologista.

“O paciente, às vezes, procura um ortopedista porque estava com o ombro um pouco dolorido”, exemplificou.

Cury acrescentou que, nas formas mais rígidas da doença, o diagnóstico tende a demorar mais. Mesmo neurologistas experientes podem não conseguir fechar o diagnóstico na primeira consulta, sendo necessário acompanhar a evolução dos sintomas ao longo do tempo.

“Às vezes, inclusive, tratar como se fosse um Parkinson e ver a resposta terapêutica”, disse, explicando que a resposta à reposição de dopamina é um dos critérios utilizados para confirmar o diagnóstico.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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