China renova frigoríficos nos EUA e beneficia Brasil; entenda

A China renovou a habilitação de mais de 400 frigoríficos dos Estados Unidos para a exportação de carne bovina ao país asiático — habilitações que estavam vencidas há anos. Apesar da medida, analistas do setor de proteínas avaliam que o Brasil continuará em posição favorável no curto prazo, sustentado pelo preço competitivo da carne brasileira e pela demanda chinesa ainda aquecida.

O impacto direto sobre o mercado brasileiro tende a ser limitado. Os Estados Unidos não estão conseguindo ocupar integralmente a cota de exportação que possuem junto à China — 164 mil toneladas que podem ser enviadas sem taxas. Nos primeiros dois meses deste ano, os norte-americanos exportaram apenas 540 toneladas. A título de comparação, a cota do Brasil é de 1 milhão e 100 mil toneladas.

Acordo entre EUA e China e impactos no agronegócio brasileiro

Após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, a Casa Branca divulgou que o governo chinês se comprometeu a comprar pelo menos 17 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos Estados Unidos até 2028. Esse montante não incluiria os compromissos de compra de soja feitos em outubro do ano passado, que preveem 25 milhões de toneladas anuais. Além disso, o governo norte-americano anunciou a criação de um conselho de comércio e outro de investimento entre os dois países.

Segundo o governo federal brasileiro, a relação comercial entre as duas potências mundiais não deve impactar o agronegócio do Brasil. A análise do Palácio do Planalto é que, no curto prazo, a capacidade de exportação norte-americana depende do excedente da produção interna.

Novas regras para antimicrobianos na produção animal

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou uma portaria que endurece as regras para o uso de antimicrobianos na produção animal no Brasil. A medida é uma resposta à União Europeia, que retirou o Brasil da lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para o bloco. Em comunicado, o ministério afirmou que a medida reforça o compromisso do governo no combate à resistência aos antimicrobianos e que as práticas nacionais já estão alinhadas às recomendações internacionais.

A decisão da União Europeia gerou forte reação entre exportadores, frigoríficos e entidades do agronegócio, especialmente após a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre o bloco europeu e o Mercosul neste mês.

Projeto suspende cobranças de produtores atingidos por fenômenos climáticos

A Comissão de Agricultura e Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou um projeto de lei que suspende, por três anos, a cobrança de financiamentos e empréstimos agrícolas de produtores rurais atingidos por fenômenos climáticos extremos causados pelo El Niño, por secas severas ou por enchentes. A proposta contempla linhas de crédito como Pronaf, Pronamp, financiamentos do BNDES e do Banco do Brasil.

O texto ainda precisa passar por outras comissões, mas ganhou força diante da previsão de um novo El Niño e do aumento das chances de perdas no campo. O boletim da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos prevê 80% de probabilidade de o fenômeno se consolidar no segundo semestre, com possibilidade inclusive de um super El Niño. No Brasil, os efeitos seriam opostos conforme a região: no centro-norte, a estimativa é de déficit hídrico e estresse térmico nas lavouras, enquanto no sul do país os produtores devem enfrentar chuvas em excesso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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