Cacau recua 5% em Nova York com pressão da oferta africana

A perspectiva de aumento da safra da Costa do Marfim segue pressionando as cotações futuras do cacau nesta segunda-feira (18) na bolsa da Nova York. O vencimento para entrega em julho finalizou a sessão com queda de 5,27% e cotado em US$ 3.791 por tonelada.

De acordo com o levantamento da Barchart, os valores ampliaram a queda de uma semana neste pregão e atingiram as mínimas de duas semanas. “Desde que alcançaram o maior patamar em quase quatro meses na segunda-feira (11), os preços do cacau recuaram em meio à perspectiva de oferta abundante“, informou.

Na última quinta-feira (14), a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.

O Barchart ainda reportou que os dados acumulados até a data de hoje, provenientes da Costa do Marfim, mostram que os produtores enviaram 1,61 milhão de toneladas de cacau para os portos no atual ano comercial (de 1º de outubro de 2025 a 17 de maio de 2026), um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Açúcar

Após a ISO (Organização Internacional do Açúcar) estimar uma safra recorde de açúcar global para a temporada 2025/26, o vencimento futuro para entrega finalizaram a sessão com desvalorização 0,47% e cotado em US$ 14,73 por libra-peso.

A ISO prevê uma produção global de açúcar recorde de 182 milhões de toneladas em 2025/26, um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior, e elevou sua estimativa de excedente global de açúcar para 2025/26 para 2,2 milhões de toneladas, ante a previsão de fevereiro de 1,22 milhão de toneladas, recuperando-se de um déficit de 3,46 milhões de toneladas em 2024/25. 

O mercado também segue acompanhando os possíveis impactos do El Niño na safra de cana-de-açúcar na Tailândia e na Índia.

Café

Os preços futuros do café registraram queda na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho registrou desvalorização de 1,01% e fechou o dia precificado em US$ 2,642 por libra-peso.  

Os preços seguem em trajetória de desvalorização observadas desde do último fechamento da semana anterior em função de uma expectativa positiva de safra para o Brasil. A  Academia de Comércio de Café projetou que a safra brasileira de café de 2026/27 aumentará 12% em relação ao ano anterior, para 71,4 milhões de sacas, enquanto o Grupo Marex projetou uma safra recorde de café brasileiro para 2026/27 de 75,9 milhões de sacas.

Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja finalizaram com queda na Bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em julho teve baixa de 2,52% e fechou precificado em US$ 1.603,00 por tonelada. 

Algodão

Já para as negociações para o algodão, o contrato futuro para entrega em julho fechou com avanço de 3,83% e precificado em US$ 83,70 por libra-peso.
 

O Barchart destacou que os dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities mostraram que os fundos de investimento adicionaram mais 8.386 contratos futuros e opções de algodão à sua posição comprada líquida na semana que terminou na semana passada, elevando-a para 59.570 contratos.

Cacau entra em 2026 em busca de equilíbrio

Fonte: cnnbrasil.com.br

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