Alckmin volta a elogiar Messias e diz que AGU tem preparo para o STF

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a elogiar o advgado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado para a cadeira de ministro no STF ( Supremo Tribunal Federal).

A jornalistas nesta segunda-feira (18), Alckmin defendeu que Messias tem espírito público e preparo para exercer a magistratura na Suprema Corte.

“A indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal é prerrogativa do presidente da República, então vamos aguardar. O Jorge Messias tem todas as condições, é um jurista experiente e tem espírito público. Ele fez concurso para ser advogado do povo, para a AGU, para prestar serviço público, então ele tem espírito público, preparo e experiência. Vamos aguardar”, afirmou o vice-presidente.

Como mostrou a CNN BrasilLula afirmou a aliados em conversas reservadas que não aceitou a derrota imposta a Jorge Messias e que insistirá na indicação do AGU ao Supremo.

O chefe do Executivo tem dito nos bastidores que atuará pessoalmente nas articulações e que conversará inclusive com senadores de oposição para viabilizar a aprovação de Messias. No entanto, Lula ainda não definiu quando fará o reenvio da indicação.

Rejeição no Senado

Em abril deste ano, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 no plenário do Senado, em uma articulação da oposição com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos. Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao STF.

Após a reprovação, Messias retornou ao comando da AGU (Advocacia-Geral da União). Ele esteve de férias entre os dias 8 e 30 de abril, período em que se afastou das funções para se preparar para a sabatina de sua indicação ao STF na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado.

Segundo apurou a CNN Brasil, apesar de interlocutores afirmarem que o advogado-geral está inclinado a deixar a função, existe a avaliação de que ele pode atender a um eventual pedido de Lula para permanecer no cargo por mais tempo.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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