Alimentos vendidos como saudáveis podem ter sódio em excesso; entenda

Produtos frequentemente consumidos por quem pratica atividade física diariamente podem ter alto teor de sódio, o que eleva o risco de doenças cardiovasculares.

O consumo excessivo de sal é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Alimentos vendidos como sendo “fitness”, “diet”, “zero açúcar” e “light” podem ter na composição sal em excesso escondido.

“Esses produtos podem conter mais sódio porque, ao reduzir açúcar ou gordura, a indústria alimentícia muitas vezes aumenta o sódio para manter sabor, textura e conservação“, explica o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Marcio Sousa.

Alguns dos produtos que têm proposta de serem mais saudáveis, mas que podem concentrar aditivos perigosos são: whey protein, barras proteicas e snacks fitness, pães integrais industrializados, queijos magros, biscoitos de arroz, molhos prontos “funcionais”, isotônicos e águas saborizadas e refrigerantes zero ou diet e light.

“Isso cria a impressão de alimento ‘mais leve’, quando, na prática, a carga de sódio pode ser maior do que a esperada. Ler o rótulo é essencial”, explica o cardiologista.

Por isso, a ideia de que alimentos fitness ou zero açúcar são, por si só, benéficos para a saúde pode ser enganosa pelas altas doses de sódio, adoçantes e aditivos. “Zero açúcar não significa zero risco”, complementa ele.

Além do sódio, podem fazer parte da composição conservantes e realçadores de sabor. O nutricionista Thyago Nishino reforça que os alimentos não substituem refeições completas.

“Muitas pessoas conseguem alcançar suas necessidades nutricionais apenas com alimentação equilibrada. É importante evitar exageros e não transformar suplementos e industrializados na base da alimentação. O ideal é priorizar comida de verdade no dia a dia, como frutas, legumes, proteínas naturais e grãos.”

Energético pede atenção redobrada

As bebidas para quem busca por mais energia contém uma mistura de sódio, altas doses de cafeína e outros estimulantes, que pode elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, favorecendo arritmias.

O médico alerta que o consumo deve ser esporádico para preservar o coração.

Naquela tabela de informações impressa nas embalagens, estão informações importantes de serem consultadas. Marcio Sousa diz que optar por versões com menos de 140 mg de sódio por porção pode ajudar a reduzir a carga total consumida ao longo do dia.

Valores acima de 400 mg por porção já merecem atenção. Outro ponto fundamental é analisar a lista de ingredientes e identificar termos como glutamato, bicarbonato, fosfato e conservadores, que indicam fontes de sódio oculto.

“Priorizar alimentos frescos e naturais continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger a saúde cardiovascular e evitar o consumo excessivo de sódio no dia a dia.”

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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