BNDES prepara crédito para setores ainda afetados pelo tarifaço e guerra
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira (12), durante coletiva de imprensa para a divulgação dos resultados financeiros da instituição, que o banco está preparando uma nova linha de crédito voltada para setores produtivos que ainda sofrem os impactos do chamado “tarifaço” e os efeitos colaterais da guerra no Oriente Médio.
A medida visa dar fôlego financeiro a segmentos da indústria que enfrentam barreiras comerciais severas e custos de produção elevados devido à instabilidade geopolítica global.
O presidente destacou que a ofensiva protecionista instaurada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua pressionando a competitividade nacional, revelando que ainda existem cinco segmentos específicos que sofrem sobretaxas de 50% pelos americanos, enquanto outros enfrentam alíquotas superiores a 15% para acessar mercados externos.
Essa nova iniciativa é um desdobramento do Brasil Soberano, o primeiro plano de ajuda estruturado pelo BNDES para proteger a indústria nacional contra barreiras comerciais.
O programa foi desenhado para garantir que setores estratégicos não percam espaço no comércio global diante de medidas unilaterais de outras potências econômicas.
O principal foco de preocupação da autoridade monetária de desenvolvimento recai sobre a taxa aplicada pelos Estados Unidos desde agosto do ano passado, quando o governo americano impôs barreiras rigorosas para proteger seu mercado interno.
Entre os setores mais afetados por essa política de Washington e que devem ser o público-alvo da nova linha do BNDES, destacam-se a siderurgia (aço), o setor de alumínio e a cadeia de semicondutores, que enfrentam dificuldades logísticas e de custos exacerbadas pela continuidade dos conflitos no leste europeu.
Segundo Mercadante, o banco já destinou R$ 19,7 bilhões até o momento para que empresas brasileiras possam enfrentar o aumento das tarifas internacionais.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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