Boulos diz que há “terrorismo econômico” nas discussões sobre a escala 6×1
Em participação no programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (12), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que setores do empresariado fazem “terrorismo econômico” em discussões sobre o impacto do fim da escala 6×1.
“Existe um terrorismo econômico brutal nessa historia, se você pegar os jornais lá atrás vai encontrar discursos contra a Lei de salário mínimo, férias remuneradas, 13º, jornada de oito horas. O papo era o mesmo, grande empresário nunca vai defender o trabalhador”, afirma Guilherme Boulos.
O ministro defendeu que certos estudos demonstram que o impacto da medida nos custos operacionais seria baixo, inferior a 1%, e alfinetou Paulo Skaf, presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “O impacto econômico precisa ser observado a partir de estudos, não do olhar do Paulo Skaf. No estudo do IPEA, que é o mais robusto, o impacto na economia é de 1%, semelhante a quando tem aumento real no salário mínimo.”
A medida, ainda segundo o ministro, traz benefícios em relação ao desempenho do trabalhador. “Onde se reduziu a jornada de trabalho e se deu mais tempo de descanso, teve um impacto positivo na produtividade. Um trabalhador descansado produz mais, tem menos acidentes de trabalho.”
Boulos associa a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a defesa que o petista faz do fim da escala 6×1.
“Estão batendo tanto no Lula porque ele está enfrentando um interesse muito poderoso. Está enfrentando o sistema econômico inteiro quando defende redução da jornada de trabalho. Foi para isso que ele foi eleito e por isso tá tomando pancada”, disse o ministro durante o programa do Canal Gov.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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