Brasil alcança 1 milhão de gestantes vacinadas contra vírus da bronquiolite

Na última semana, o Brasil atingiu a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), agente causador da bronquiolite em bebês e crianças pequenas.

O imunizante protege recém-nascidos, fase na qual as complicações da doença podem ser mais graves. Os dados sobre o marco na cobertura vacinal foram divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), na última quinta-feira (7).

Em ação de imunização, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, celebrou a conquista vacinando gestantes no município de Lauro de Freitas, Bahia. Além das vacinas, o MS divulgou também a inauguração de uma maternidade municipal na cidade, como parte do projeto para fortalecer atendimentos pré-natal e pediátrico pelo país.

A bronquiolite é uma doença respiratória aguda de origem viral. Ela acomete, sobretudo, crianças menores de dois anos e se caracteriza pela inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, centrais no funcionamento do sistema respiratório.

Segundo dados do MS, ao todo foram distribuídas 1,8 milhão de doses para proteção de gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A ação de imunização acontece, sobretudo, em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o território nacional, e busca conter a propagação do vírus no principal pico da doença, entre os meses de abril e maio.

A vacina foi incluída na lista de imunizantes oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Na rede privada, a vacina pode custar até R$ 1,5 mil.

O avanço da vacinação contra a bronquiolite se reflete na saúde infantil no Brasil: em 3 anos, o número de internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), associadas ao VSR, caiu 52%, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. No mesmo período, os óbitos também registraram queda de 63%, passando de 72 para 27 mortes.

O imunizante atua na produção de anticorpos na mãe

A vacina estimula a produção de anticorpos nas gestantes, que são transferidos de forma vertical, ou seja, da mãe para o feto. Este tipo de imunização é chamado de passiva devido à passagem da imunização por meio da placenta, e não diretamente no organismo do bebê em formação.

Essa proteção é fundamental para garantir a imunização entre os primeiros meses de vida do bebê recém-nascido, grupo mais vulnerável à doença. Estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento, com eficácia até 180 dias.

Entenda como funciona a vacina que protege bebês contra bronquiolite

Fonte: cnnbrasil.com.br

Publicar comentário