O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, afirmou que Brasil e China vêm evoluindo juntos no desenvolvimento agrícola e no fortalecimento da segurança alimentar mundial. A declaração foi feita durante congresso da Abramilho, em Brasília.
Segundo o diplomata, os dois países têm avançado no entendimento regulatório e fitossanitário, ampliando as possibilidades de comércio e cooperação tecnológica no setor agrícola.
Zhu destacou que a China considera a segurança alimentar um tema fundamental para o país. Citando o presidente Xi Jinping, afirmou que “temos que segurar a tigela do nosso povo”, em referência à necessidade de garantir o abastecimento alimentar da população chinesa.
O embaixador explicou que a China possui cerca de 120 milhões de hectares aráveis e vem ampliando sua infraestrutura agrícola, especialmente nas áreas de irrigação e armazenamento de grãos. Além disso, ressaltou que o país tem impulsionado a inovação científica no campo.
“O futuro da agricultura está na ciência e na tecnologia”, afirmou. Segundo ele, a China tem investido no desenvolvimento da agricultura inteligente e no uso eficiente de recursos naturais, iniciativas previstas no 15º Plano Quinquenal chinês para inovação e modernização agrícola.
Zhu Qingqiao também ressaltou que a segurança alimentar mundial exige esforços conjuntos e afirmou que Brasil e China possuem forte complementaridade agrícola. Para ele, há elevado potencial de crescimento no comércio de produtos como milho e sorgo, além de amplo espaço para cooperação em tecnologia agrícola.
Grandes parceiros
A China é, desde 2008, o principal mercado das exportações agrícolas brasileiras. Já em 2018, o Brasil se tornou o maior fornecedor de produtos agropecuários para os chineses.
De acordo com o embaixador, em 2025 o comércio de produtos agrícolas brasileiros para a China alcançou US$ 51,6 bilhões, representando cerca de um quarto das importações agrícolas chinesas.
Ele lembrou ainda que os dois países assinaram, no ano passado, protocolos para a exportação de sorgo brasileiro. Em janeiro deste ano, as exportações do produto para a China chegaram a 25,8 mil toneladas, com expectativa de crescimento gradual nos próximos meses.
Além do sorgo, a China se consolidou como o quinto maior mercado para o milho brasileiro. Segundo Zhu, mais produtos agrícolas do Brasil devem chegar ao mercado chinês nos próximos anos.
Na área tecnológica, o embaixador destacou parcerias em projetos voltados principalmente à mecanização da agricultura familiar. Entre as iniciativas em andamento estão um centro de demonstração de máquinas agrícolas familiares no Brasil, um centro de pesquisa e inovação em Brasília e um centro de tecnologia inteligente em construção em Londrina, no Paraná, além de projetos ligados à biotecnologia.
Por fim, Zhu Qingqiao afirmou que a China está disposta a trabalhar com todos os parceiros, incluindo o Brasil, para ampliar a inovação tecnológica agrícola e fortalecer a segurança alimentar global.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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