Arquivo de Economia - https://cotaperiscopica.com/category/economia/ Wed, 20 May 2026 01:53:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://cotaperiscopica.com/wp-content/uploads/2025/04/cropped-cota-peris-2-32x32.png Arquivo de Economia - https://cotaperiscopica.com/category/economia/ 32 32 Fim da escala 6×1 terá desequilíbrio e alta de terceirizados, diz CNM https://cotaperiscopica.com/fim-da-escala-6x1-tera-desequilibrio-e-alta-de-terceirizados-diz-cnm/ https://cotaperiscopica.com/fim-da-escala-6x1-tera-desequilibrio-e-alta-de-terceirizados-diz-cnm/#respond Wed, 20 May 2026 01:53:28 +0000 https://cotaperiscopica.com/fim-da-escala-6x1-tera-desequilibrio-e-alta-de-terceirizados-diz-cnm/ Em entrevista ao Hora H, Paulo Ziulkoski alerta que mudança na jornada exigirá 760 mil novos servidores e elevará gastos com terceirização nas prefeituras

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Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que o fim da escala 6×1 pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 46,5 bilhões nos cofres das prefeituras de todo o Brasil. Os dados foram divulgados durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília, e revelam uma dimensão do problema que, segundo Paulo Ziulkoski, não havia sido devidamente considerada quando as propostas de mudança na jornada de trabalho foram formuladas.

Em entrevista Hora H, Ziulkoski afirmou que as análises iniciais se concentraram exclusivamente no setor privado, ignorando os efeitos sobre o funcionalismo público municipal. “Eu acho que quando as propostas foram feitas, não tiveram a prudência de saber o impacto no setor público. Todo mundo só analisava no setor privado”, declarou.

Necessidade de 760 mil novos servidores

Segundo os cálculos da CNM, as prefeituras brasileiras contam atualmente com cerca de 8,5 milhões de servidores. Com a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, seria necessário contratar aproximadamente 760 mil novos funcionários para manter o mesmo nível de atendimento à população. “Esse número é gigantesco. São 760 mil funcionários que têm um impacto direto, nos nossos cálculos — que são oficiais —, de quase R$ 50 bilhões, R$ 46 bilhões e meio“, afirmou Ziulkoski.

O representante da CNM destacou que a demanda por novos servidores abrangeria áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, serviços diretamente prestados pelas prefeituras aos cidadãos.

Terceirização: o impacto ainda incalculável

Além dos gastos diretos com pessoal, Ziulkoski alertou para um segundo problema de difícil mensuração: o impacto sobre os contratos de terceirização. Segundo ele, grande parte dos serviços municipais — como coleta de lixo, saneamento básico, transporte escolar, segurança, limpeza e informática na área da saúde — é prestada por empresas terceirizadas, que operam sob as regras do setor privado.

“O problema todo não é esse, o problema é na terceirização. Se lá na ponta isso ocorrer, essa diminuição, que aí é no setor privado, vai ter que haver uma recomposição, vai haver um desequilíbrio contratual”, explicou. Ziulkoski estimou que, ao se contabilizar os custos do setor terceirizado, o impacto total poderá superar R$ 100 bilhões ou até R$ 150 bilhões anuais.

Mobilização junto ao governo e ao Congresso

A CNM tem buscado sensibilizar autoridades sobre a gravidade do cenário. Ziulkoski relatou que apresentou os dados ao ministro Guimarães na semana anterior à entrevista, e que uma reunião com o presidente da República estava prevista para o dia seguinte. “Eu acho que eles não tinham se apercebido bem do impacto que terá no setor público, principalmente das prefeituras”, avaliou.

Paralelamente, cerca de 20 reuniões com bancadas estaduais estavam sendo realizadas durante a Marcha dos Prefeitos, com o objetivo de levar as informações sobre o impacto financeiro aos parlamentares. Ziulkoski ressaltou que a entidade não tem poder de alterar a legislação, mas atua para trazer os dados ao debate público. “A nossa entidade é uma associação, nós estamos aí trazendo as informações para o debate, mostrando o impacto que tem na sociedade”, disse.

Pauta mais ampla: pisos salariais e segurança pública

A mudança na jornada de trabalho não é a única preocupação dos municípios. Ziulkoski chamou atenção para as cerca de 300 propostas de pisos salariais em tramitação no Congresso Nacional, que, segundo ele, comprometem os orçamentos destinados à saúde e à educação. “Só 16 separados que tem ali, entre os quais está a jornada de trabalho também, dá um impacto de R$ 170 bilhões por ano”, afirmou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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WW Talks discute desafios globais do Brasil em petróleo, minerais e no agro https://cotaperiscopica.com/ww-talks-discute-desafios-globais-do-brasil-em-petroleo-minerais-e-no-agro/ https://cotaperiscopica.com/ww-talks-discute-desafios-globais-do-brasil-em-petroleo-minerais-e-no-agro/#respond Tue, 19 May 2026 18:32:06 +0000 https://cotaperiscopica.com/ww-talks-discute-desafios-globais-do-brasil-em-petroleo-minerais-e-no-agro/ Episódio de maio da série abordou lugar do Brasil na nova geopolítica das commodities

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O segundo episódio do WW Talks discutiu os desafios e potenciais do Brasil em petróleo, minerais e no agronegócio em um contexto de mudanças na geopolítica global das commodities, nesta terça-feira (19).

WW Talks foi transmitido ao vivo no YouTube do CNN Money. Participaram William Waack, Thaís Heredia, Caio Junqueira e o cientista político Silvio Cascione, diretor da Eurasia Group no Brasil (assista).

Veja os destaques do WW Talks de maio:

William Waack: A China deu uma lição do ponto de vista geopolítico aos Estados Unidos – em primeiro lugar; e ao resto do mundo em geral – sobre o uso de um instrumento estratégico, como as terras raras, para reverter uma política tarifária.

Thaís Heredia: O capital pesado – que entende estrategicamente – acaba vindo para o Brasil quando aparece um mínimo de regulação. Agora, qual a velocidade e qual a intensidade que o capital vem diante do risco de se criar um órgão absolutamente subjetivo, como um conselho de minerais mais complexos?

Caio Junqueira: Estima-se que a Margem Equatorial é um novo pré-sal, uma das últimas fronteiras petrolíferas do mundo. Mas ninguém está debatendo o que fazer com esse dinheiro. A política toda se move no interesse de curtíssimo prazo.

Silvio Cascione: A agricultura é historicamente o setor onde há mais protecionsimo, com preocupações com soberania alimentar. É um setor que até demorou bastante para fazer parte das negociações internacionais de comércio.

WW Talks

WW Talks é uma série de episódios mensais oferecidos pela Galapagos Capital com apoio da CNN Brasil e da Eurasia Group.

O programa visa aprofundar a leitura de movimentos que moldam Brasil e o mundo, trazendo diferentes perspectivas sobre o que tem baseado decisões políticas e econômicas por diferentes agentes nacionais e globais.

No primeiro episódio, em abril, William Waack, Thais Heredia e Caio Junqueira discutiram se o jeito dos Estados Unidos sob Donald Trump de refazer o mundo está funcionando (assista).

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Nova ameaça de Trump ao Irã volta a estressar cotação do petróleo https://cotaperiscopica.com/nova-ameaca-de-trump-ao-ira-volta-a-estressar-cotacao-do-petroleo/ https://cotaperiscopica.com/nova-ameaca-de-trump-ao-ira-volta-a-estressar-cotacao-do-petroleo/#respond Mon, 18 May 2026 14:38:35 +0000 https://cotaperiscopica.com/nova-ameaca-de-trump-ao-ira-volta-a-estressar-cotacao-do-petroleo/ Petróleo chegou a bater US$ 112 por barril após novas declarações do republicano; Paquistão tenta mediar proposta iraniana

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Os mercados internacionais voltaram a operar sob tensão após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã. Em sua rede social, no domingo (17), o republicano afirmou que o tempo está se esgotando para o governo iraniano, elevando a aversão ao risco nos mercados globais.

O cenário de instabilidade no Oriente Médio impulsionou o preço do petróleo no mercado internacional. A commodity chegou a bater US$ 112 por barril nas máximas do dia, com o Brent subindo, mas com menos força, a cerca de US$ 110 por barril.

Apesar da escalada retórica, um possível sinal de alívio surgiu na manhã desta segunda-feira (18). Segundo a agência Reuters, o Paquistão compartilhou com os americanos uma proposta revisada do Irã para encerrar o conflito na região. A iniciativa ocorre após Trump ter rejeitado a última resolução apresentada por Teerã.

Grupo de trabalho Brasil-EUA retoma discussões

No cenário doméstico, o grupo de trabalho criado pelo Brasil e pelos Estados Unidos para tratar de tarifas deve iniciar suas discussões nesta semana. A ideia original era começar os debates logo após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump, mas o plano foi adiado pela visita do presidente americano à China, que colocou qualquer outro tema em segundo plano.

A expectativa do governo Lula é que a primeira teleconferência entre os representantes dos dois países ocorra nos próximos dias. O Brasil será representado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enquanto os Estados Unidos terão o secretário de Comércio, Howard Lutnik, e o representante comercial, Jamieson Greer.

O Palácio do Planalto acredita que o encontro presidencial dá tempo ao Brasil e afasta as chances de novas tarifas americanas.

Boletim Focus eleva projeções de juros e inflação

O mercado financeiro também revisou para cima suas estimativas para juros e inflação em 2026. O boletim Focus registrou alta na Selic: se na semana passada a projeção era de uma taxa básica de juros em 13% ao final do ano, agora a estimativa subiu para 13,25%.

O IPCA também foi destaque no relatório. A expectativa para o fechamento do ano passou de 4,91% para 4,92%, marcando a décima semana consecutiva de alta na projeção para a inflação. Para 2026, PIB e câmbio permaneceram inalterados em relação à semana anterior. Já para 2027, os dois indicadores registraram alterações, com alta para o PIB e queda na projeção do dólar.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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Análise: Investigações dos EUA ainda ameaçam Brasil com tarifas https://cotaperiscopica.com/analise-investigacoes-dos-eua-ainda-ameacam-brasil-com-tarifas/ https://cotaperiscopica.com/analise-investigacoes-dos-eua-ainda-ameacam-brasil-com-tarifas/#respond Sun, 17 May 2026 18:56:53 +0000 https://cotaperiscopica.com/analise-investigacoes-dos-eua-ainda-ameacam-brasil-com-tarifas/ Ao Agora CNN, analista de economia Gabriel Monteiro indica que novas datas foram acordadas para discussões entre representantes dos dois países

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Após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na última semana, Brasil e Estados Unidos terão 30 dias para discutir um novo acordo comercial. Apesar do clima de aproximação diplomática, a investigação comercial conhecida como Seção 301 — conduzida pelo Departamento de Comércio norte-americano — ainda representa uma ameaça concreta de novas tarifas ao Brasil.

Ao Agora CNN deste domingo (17), o analista de economia Gabriel Monteiro destacou que a principal conquista do encontro foi a criação de um grupo de trabalho para discutir, em nível técnico, quais são as demandas americanas e em quais pontos o Brasil estará disposto a ceder para viabilizar um acordo. “O Brasil terá de ceder em alguns pontos se quiser conquistar esse acordo e encerrar a investigação comercial”, revelou Monteiro.

O que está sendo investigado

A investigação americana abrange uma série de temas sensíveis. Entre eles, estão as tarifas aplicadas ao etanol americano importado pelo Brasil, o sistema de pagamentos PIX — que, segundo o Departamento de Comércio dos EUA, concorre diretamente com meios de pagamento norte-americanos como Visa e Mastercard — e questões relacionadas a direitos de imagem, patentes e propriedade intelectual.

A rua 25 de Março, em São Paulo, é citada nominalmente na investigação em razão da pirataria. Regulações envolvendo grandes empresas de tecnologia também fazem parte do escopo investigativo. “O governo norte-americano quer uma vitória, um acordo para levar para casa e que Donald Trump possa comemorar com seus aliados e com seus eleitores”, afirmou Gabriel Monteiro.

Do lado brasileiro, o objetivo é evitar a imposição de novas tarifas — especialmente sobre produtos do agronegócio como carne, café e suco de laranja, além de maquinário e produtos industrializados destinados ao mercado norte-americano, descrito como o principal comprador do Brasil.

Risco permanece mesmo após recuo anterior

“Mesmo com a queda das tarifas decorrente de uma decisão da Suprema Corte americana no início deste ano, o risco não foi eliminado”, alertou o especialista. Segundo Monteiro, logo após a decisão, o Departamento de Comércio abriu novas investigações contra outras 60 economias, sinalizando que esse instrumento será utilizado como ferramenta de pressão. “O Brasil pode se tornar um bode expiatório”, alertou o analista. “Apesar da melhora nas relações diplomáticas, um acordo formal ainda é necessário para garantir que o país não sofra novas sanções comerciais”, concluiu Monteiro. Para o analista, o desfecho das negociações deve se tornar mais claro ao longo da semana.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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NeoFeed e CNN Money estreiam Números Falam https://cotaperiscopica.com/neofeed-e-cnn-money-estreiam-numeros-falam/ https://cotaperiscopica.com/neofeed-e-cnn-money-estreiam-numeros-falam/#respond Fri, 15 May 2026 15:05:05 +0000 https://cotaperiscopica.com/neofeed-e-cnn-money-estreiam-numeros-falam/ Márcio Kroehn recebe Rafael Japur, CFO da Gerdau, como primeiro convidado da atração

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O NeoFeed e o CNN Money estreiam nesta sexta-feira (15) o Números Falam. Sob o comando do jornalista Márcio Kroehn, o programa destrincha os principais indicadores do balanço das companhias e, também, os dados macroeconômicos que são determinantes para cada operação. 

Rafael Japur,  CFO da Gerdau, é o convidado do episódio de estreia do programa, que vai ao ar às 19h45 no CNN Money. 

Na entrevista, Japur destacou o impacto da operação americana no balanço da companhia: 75% dos R$ 3 bilhões registrados de Ebitda vieram da América do Norte.  

O executivo ainda destacou o impacto da inundação do aço chinês nos mercados globais – um reflexo da desaceleração do mercado imobiliário doméstico da China. Segundo Japur, o gigante asiático pratica dumping de preços e o Brasil precisa se proteger com barreiras comerciais, como faz os EUA.  

 “A China hoje, a cada dois meses e meio, exporta tudo o que o Brasil produz de aço.” 

 Apesar dos desafios, Japur destaca que a companhia está no fim de um ciclo relevante de investimentos e que, em breve, passará a adotar como foco remunerar os acionistas.  

 Por fim, o executivo ainda pontuou que “o mercado ainda não está, de forma justa, remunerando o que a gente vai ser capaz de gerar de fluxo de caixa no futuro”. 

Fonte: cnnbrasil.com.br

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IA substitui 80% das funções, alerta head da General Atlantic https://cotaperiscopica.com/ia-substitui-80-das-funcoes-alerta-head-da-general-atlantic/ https://cotaperiscopica.com/ia-substitui-80-das-funcoes-alerta-head-da-general-atlantic/#respond Thu, 14 May 2026 19:25:19 +0000 https://cotaperiscopica.com/ia-substitui-80-das-funcoes-alerta-head-da-general-atlantic/ Em edição especial do programa Hot Market, gravada em Nova York, Martín Escobari afirmou que a Inteligência Artificial é uma mudança tecnológica maior que a internet.

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É chegada a hora do fim do white-collar? “Colarinho branco” na tradução literal, o termo é popularmente conhecido nos Estados Unidos e faz referência às pessoas que trabalham nas funções administrativas de um escritório. 

Para Martín Escobari, copresidente do General Atlantic, um dos maiores fundos de investimentos do mundo, 80% desse trabalho será substituído pela inteligência artificial. “A inteligência artificial vai mexer em tudo. Vamos ter agentes autônomos que fazem o trabalho de todos os trabalhadores de camisa branca”, afirma. O tema foi discutido em edição especial do programa Hot Market com Rafael Furlanetti, gravada durante o Brazil Week, na sede da CNN Brasil em Nova York. 

Embora o potencial de automação seja vasto, Escobari ressalta que essa transição não acontecerá “do dia para a noite” e enfrentará o desafio da difusão tecnológica dentro das corporações. Segundo o executivo, o processo de maturidade das empresas passa por três fases: foco no que “mexe na linha de lucro”; a estruturação rigorosa de dados e preparação de talentos; e por fim, a criação de fontes de receita e modelos de negócios totalmente novos.  

Nas companhias, a decisão de contratar outros perfis ou requalificar os funcionários é um dilema atual. Segundo Escobari, a inércia quando o assunto é IA não é uma opção. “Se o líder não fizer, não se preocupe: alguém vai fazer, uma guerra de preços vai começar e ele vai acordar, mesmo que atrasado. Cedo ou tarde, vai acontecer”, alerta. 

“Não há bolha de IA” 

Questionado sobre risco de estarmos vivendo uma bolha financeira em torno da inteligência artificial, Escobari destaca que a revolução atual é financiada por gigantes como Apple, Google, Meta, entre outras, que possuem caixas robustos e geração de valor real.

Ele argumenta que o investimento em IA nos EUA representa hoje apenas 1,5% do PIB, um patamar muito abaixo dos 6% vistos na revolução das ferrovias em 1860. “Tem euforia? Sim, sempre tem em toda nova onda. Mas essa onda é verdadeira e a mudança é real”, afirma, citando o exemplo da Anthropic, empresa na qual investiu e que teve salto de US$ 1 bilhão para US$ 44 bilhões em receita anual em apenas 18 meses.  

O desafio do SaaS 

O avanço da IA colocou em dúvida a sobrevivência de plataformas de software que não se adaptarem rapidamente. Escobari revelou que essas companhias chegaram a sofrer quedas de até 50% no mercado nos últimos meses, refletindo o receio de que modelos tradicionais se tornem obsoletos.  

No entanto, o investidor pondera que não haverá uma resposta única, “o mercado será dividido entre ganhadores e perdedores”. Para ele, a sobrevivência das empresas de software depende da complexidade e da dinâmica envolvendo dados que gerenciam.

O investidor destaca que o diferencial competitivo estará na capacidade de integrar automação, com softwares que gerenciam desde a logística até o faturamento de forma autônoma. 

O programa Hot Market, que trata de negócios e mercado financeiro, vai ao ar aos domingos, às 23h15, na CNN Brasil. Haverá uma reprise na segunda-feira, às 19h, no CNN Money.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Análise: Varejo reagiu negativamente ao fim da “taxa das blusinhas” https://cotaperiscopica.com/analise-varejo-reagiu-negativamente-ao-fim-da-taxa-das-blusinhas/ https://cotaperiscopica.com/analise-varejo-reagiu-negativamente-ao-fim-da-taxa-das-blusinhas/#respond Wed, 13 May 2026 21:00:34 +0000 https://cotaperiscopica.com/analise-varejo-reagiu-negativamente-ao-fim-da-taxa-das-blusinhas/ MP assinada por Lula zera imposto federal em compras internacionais, mas mantém ICMS e pressiona governadores; análise é de Fernando Nakagawa ao CNN 360º

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A MP (Medida Provisória) que extingue a chamada “taxa das blusinhas”, assinada na terça-feira (12), foi recebida de forma amplamente negativa pelo setor varejista brasileiro. Fernando Nakagawa, analista de Finanças, relatou ao CNN 360º que o anúncio pegou muita gente de surpresa, especialmente o varejo, que interpretou a decisão como de natureza eleitoral.

A cerimônia de assinatura foi descrita como rápida e discreta — realizada em uma sala pequena, com a presença de ministros que sequer se pronunciaram. “Então está assinada a medida provisória“, teria dito Lula durante o evento, segundo Nakagawa.

Crescimento expressivo das importações de pequeno valor

Para contextualizar o impacto econômico da medida, Nakagawa apresentou uma série de dados sobre o volume de importações de pequeno valor realizadas por brasileiros em plataformas internacionais. Antes da pandemia, esse montante girava em torno de 3 bilhões de dólares por ano. Com a popularização das plataformas durante a pandemia, os números cresceram rapidamente: em 2021, o valor chegou a 4 bilhões e, ao final do mesmo ano, já alcançava 6 bilhões de dólares. Em 2022, o total ultrapassou 13 bilhões de dólares anuais, o equivalente a mais de 1 bilhão de dólares por mês.

A partir de então, o governo intensificou a fiscalização, passando a monitorar compras acima de 50 dólares — ainda sem cobrança de imposto. Em 2023, os governadores começaram a cobrar o ICMS de 17%, e em meados de 2024 o imposto federal de 20% entrou em vigor. Com isso, o volume caiu para cerca de 8 bilhões de dólares, estabilizando-se em aproximadamente 10 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em março.

Outro dado destacado por Nakagawa diz respeito à regularização das importações. Até 2022, apenas cerca de 2% dos pacotes que chegavam ao Brasil eram declarados. Com o início da fiscalização em 2023, esse percentual saltou para 28%. Em 2024, atingiu o patamar de 99,4%, e em dezembro de 2025, 97% dos pacotes estavam devidamente declarados. “A Receita Federal, de fato, sabe quase tudo que entra agora”, afirmou o analista.

Impacto prático nos preços e pressão sobre governadores

Em termos práticos, a MP representa uma redução parcial no custo das compras internacionais. Nakagawa exemplificou com um produto de U$ 49,99, aproximadamente R$ 250: até a véspera da assinatura, com a incidência do imposto federal de 20% e do ICMS estadual de 17% a 20%, o consumidor pagaria R$ 361. Com a MP, o imposto federal cai a zero, mas o ICMS permanece, reduzindo o valor final para R$ 301.

Segundo o analista, a decisão transfere pressão política aos governadores, que agora precisarão se posicionar sobre eventual isenção do ICMS. “Caberá ao governo federal comunicar que isso não diz respeito ao Palácio do Planalto — é do seu governador, pressione ele”, disse Nakagawa, traçando um paralelo com o que ocorreu no passado com os combustíveis.

Questionado sobre a necessidade de compensação fiscal pela renúncia de arrecadação, Nakagawa explicou que, pela lei de responsabilidade fiscal, isso seria exigido em tese. O argumento do governo seria que o crescimento da arrecadação em outras áreas mais que compensaria a medida. No entanto, o analista ponderou que o mesmo recurso está sendo utilizado para subsidiar combustíveis e outras iniciativas de contenção de preços. “Dinheiro a mais tem. Agora, não sei se vai dar para bancar todas as iniciativas que o governo está anunciando”, concluiu, lembrando que ainda restam cinco meses para as eleições.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Cade arquiva investigação sobre aquisição de startup brasileira pelo Google https://cotaperiscopica.com/cade-arquiva-investigacao-sobre-aquisicao-de-startup-brasileira-pelo-google/ https://cotaperiscopica.com/cade-arquiva-investigacao-sobre-aquisicao-de-startup-brasileira-pelo-google/#respond Wed, 13 May 2026 18:50:21 +0000 https://cotaperiscopica.com/cade-arquiva-investigacao-sobre-aquisicao-de-startup-brasileira-pelo-google/ Conselho abriu investigação para tratar da operação em 2024

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O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu arquivar o Procedimento de Apuração de Ato de Concentração (Apac) sobre a aquisição, pelo Google, de ativos da Character.AI, startup de inteligência artificial (IA) do brasileiro Daniel de Freitas.

O órgão entendeu que, ainda que a operação apresente elementos materiais de atenção concorrencial, não seria conveniente nem oportuno determinar neste momento a sua notificação.

Por recomendação da relatora, conselheira Camila Cabral, o tribunal do Cade ainda determinou que a Superintendência-Geral (SG), área técnica do órgão antitruste, dê tratamento prioritário às operações análogas envolvendo o Google, como é o caso do acordo com a startup de codificação de IA Windsurf.

“A conclusão alcançada no caso não esgota a relevância institucional da matéria. Ao contrário, a decisão de não determinar a notificação dessa operação específica por razões de conveniência ou oportunidade, no caso concreto, reforça a importância de atuação tempestiva da autoridade concorrencial diante de operações análogas”, analisou a relatora.

A relatora pontuou que uma possível repetição de um padrão negocial merece atenção concorrencial. Ela defendeu o fortalecimento dos mecanismos de monitoramento e de investigação de mercados ou de setores pelo Cade, garantindo a identificação precoce de operações potencialmente relevantes.

E salientou que o próprio tempo transcorrido desde a consumação da operação entre Google e Character.AI evidencia a importância de monitorar a situação de forma tempestiva, especialmente nos mercados nos quais operações relevantes podem ser consumadas rapidamente e não capturadas pelos critérios ordinários de faturamento do Cade.

A conselheira ainda citou a experiência internacional, dizendo que ela também recomenda cautela. Ela exemplificou com o Reino Unido, que possui um modelo voluntário de controle de concentração que permite às partes a apresentação de uma comunicação preliminar para que a autoridade avalie se há interesse em aprofundar a análise da informação.

“Trata-se de um mecanismo mais flexível, menos oneroso do que a determinação formal de submissão de um ato de concentração”. Ela argumentou que no Brasil não há um mecanismo intermediário de triagem, o que torna a determinação da notificação uma medida mais gravosa e menos calibrada.

A relatora destacou ainda que a experiência recente em mercados digitais e tecnológicos evidencia que empresas ainda em estágio inicial de monetização – como as startups – podem deter ativos ou capacidades de elevado valor estratégico e que a ausência de faturamento expressivo não significa necessariamente ausência de importância concorrencial.

“A capacidade de inovar, de contestar posições estabelecidas ou de desenvolver tecnologias emergentes pode anteceder a geração de receitas relevantes”, argumentou.

Ela defendeu que a autoridade concorrencial deve permanecer especialmente atenta a arranjos, “que embora formalmente distintos de aquisições societárias tradicionais, possam implicar em transferência relevante de ativos, capacidades, tecnologia, pessoal estratégico ou potencial competitivo entre agentes econômicos”.

Entenda a operação

Em 2024, o Cade abriu investigação para tratar da operação que envolve licenças de tecnologia e propriedade intelectual, a liberação de profissionais especializados para contratação do Google e a reorganização de vínculos econômicos anteriormente existentes entre as partes.

Naquele ano, foi noticiado que o buscador contratou os cofundadores da Character.AI, uma startup de IA cujos chatbots personalizados são populares entre os jovens. O americano Noam Shazeer e o brasileiro Daniel De Freitas, dois pesquisadores de IA, deixaram o Google em 2022 para fundar a Character.AI. A dupla retornou ao Google junto com alguns de seus funcionários. Além dos funcionários, o buscador pagou à startup para acessar sua tecnologia de IA.

A Superintendência-Geral do Cade entendeu que o contrato celebrado entre Google e Character.AI configura ato de concentração e determinou o envio do processo ao tribunal administrativo do Cade para manifestação acerca da notificação.

O que disseram as empresas

As empresas alegaram que a Character.AI não atinge os critérios de faturamento mínimo para notificação obrigatória no Brasil.

Além disso, defenderam que o contrato não constitui um ato de concentração porque não houve fusão entre o Google e a Character.AI (ambas continuam a ser empresas totalmente independentes) e a Character.AI continua a ser uma empresa independente “sem qualquer controle ou influência do Google”.

Disseram ainda que o buscador não tem qualquer participação societária, direito a assento no conselho de administração ou direito de observador no conselho de administração da Character.AI, direito contratual a informações da Character.AI, investimento financeiro na empresa ou qualquer capacidade, como resultado do acordo celebrado, de influenciar a estratégia e a tomada de decisões da Character.AI.

Também sustentaram que não há aquisição de partes de uma empresa por compra ou permuta de ações, quotas, títulos ou valores mobiliários conversíveis em ações, ou ativos, tangíveis ou intangíveis.

“O Google obteve apenas uma licença não exclusiva para utilizar propriedade intelectual e tecnologia que continuarão a ser detidas, controladas, desenvolvidas e exploradas comercialmente pela Character.AI (incluindo a possibilidade de conceder licenças a terceiros)”, afirmou a gigante de tecnologia.

Por fim, as empresas frisaram que não há celebração de contrato associativo, consórcio ou joint venture e disseram que continuarão a operar de forma independente, mantendo apenas relações comerciais ordinárias e não exclusivas, sem qualquer tipo de empreendimento comum ou compartilhamento de riscos e resultados.

Em que pese os argumentos das representadas, a SG entendeu que os ecossistemas digitais implicam desafios para as autoridades da concorrência e defendeu que a possibilidade de configuração de contratos associativos justifica, ao menos, a notificação ad cautelam (por pecaução) de certos contratos como atos de concentração.

Microsoft investirá US$ 3 bi na Índia em expansão de IA e nuvem

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Zona do euro: PIB cresce 0,1% no 1º trimestre ante os três meses anteriores https://cotaperiscopica.com/zona-do-euro-pib-cresce-01-no-1o-trimestre-ante-os-tres-meses-anteriores/ https://cotaperiscopica.com/zona-do-euro-pib-cresce-01-no-1o-trimestre-ante-os-tres-meses-anteriores/#respond Wed, 13 May 2026 13:16:06 +0000 https://cotaperiscopica.com/zona-do-euro-pib-cresce-01-no-1o-trimestre-ante-os-tres-meses-anteriores/ Revisão do Produto Interno Bruto europeu foi divulgada nesta manhã (13), pela Eurostat

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O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, segundo revisão divulgada nesta quarta-feira, 13, pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia (UE).

Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 0,8% entre janeiro e março. As variações confirmaram as estimativas preliminares e vieram em linha com as previsões de analistas compiladas pela FactSet.

73% das exportações do Brasil para UE estão concentradas em 5 destinos

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Análise: Carne iria para União Europeia com imposto zero https://cotaperiscopica.com/analise-carne-iria-para-uniao-europeia-com-imposto-zero/ https://cotaperiscopica.com/analise-carne-iria-para-uniao-europeia-com-imposto-zero/#respond Tue, 12 May 2026 18:35:06 +0000 https://cotaperiscopica.com/analise-carne-iria-para-uniao-europeia-com-imposto-zero/ Bloco europeu cita exigências sanitárias para deixar o Brasil de fora, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai foram autorizados; análise é de Fernando Nakagawa para o Bastidores CNN

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A União Europeia excluiu o Brasil, nesta terça-feira (12), da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco. A decisão ocorre mesmo com a redefinição das tarifas de importação para zero no âmbito do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Segundo Fernando Nakagawa, analista de economia, ao Bastidores CNN, a exclusão está formalmente fundamentada em exigências sanitárias. “Em tese, a gente tem que entregar os protocolos sanitários, a gente como país, aos europeus para conseguir esse sinal verde”, explicou.

Lista atualizada exclui Brasil de 10 produtos agropecuários

As autoridades europeias atualizaram a lista de países de fora do bloco autorizados a vender uma série de produtos agropecuários aos países-membros. A relação inclui dez categorias, entre elas carne bovina, caprinos, suínos, equinos, aves, leite, ovos, carne de coelho, carne de caça e mel. O Brasil não foi autorizado a nenhum desses produtos.

De acordo com Nakagawa, a União Europeia justificou a medida com base em sua campanha contra a resistência antimicrobiana, descrita pelo bloco como um problema de saúde pública que ainda mata milhares de pessoas por ano em todo o planeta. Para obter autorização, os países precisam apresentar e comprovar o cumprimento de uma série de protocolos fitossanitários exigidos por Bruxelas.

Parceiros do Mercosul foram autorizados

Enquanto o Brasil foi excluído, outros integrantes do Mercosul receberam autorização para exportar ao bloco europeu. A Argentina obteve aval para nove dos dez produtos, incluindo a carne bovina. Paraguai e Uruguai também receberam esta autorização. “O Brasil não vai conseguir vender nada com essas cotas, a não ser que consiga mostrar o contrário”, afirmou Nakagawa.

No âmbito do acordo Mercosul-União Europeia, o bloco sul-americano foi autorizado a vender 10 mil toneladas de carnes nobres bovinas com alíquota reduzida de 20% para zero — a chamada cota Hilton, uma modalidade de negociação existente desde a década de 1970. Para os demais cortes, há uma cota de 99 mil toneladas com alíquota reduzida de 12,8% para 7,5%.

Do lado europeu, queijos já passam a ter redução de 28% para 25,8% na alíquota de importação, enquanto chocolate e tomate entram no calendário a partir de 2026, com redução gradual das tarifas ao longo dos anos.

Decisão pode ter caráter político, segundo analista

Além da justificativa sanitária, Nakagawa apontou que a decisão pode ter motivações políticas. Segundo ele, Bruxelas pode ter incluído o Brasil na lista dos não autorizados como forma de sinalizar aos produtores europeus que a carne brasileira não terá livre acesso ao mercado do bloco. “Os produtores europeus são muito temerosos da competitividade do agronegócio do Mercosul e do Brasil”, destacou o analista.

A União Europeia indicou que o Brasil poderá apresentar novamente os dados e demonstrar o cumprimento dos protocolos fitossanitários para obter futuramente o aval necessário.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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