Nova ameaça de Trump ao Irã volta a estressar cotação do petróleo

Os mercados internacionais voltaram a operar sob tensão após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã. Em sua rede social, no domingo (17), o republicano afirmou que o tempo está se esgotando para o governo iraniano, elevando a aversão ao risco nos mercados globais.

O cenário de instabilidade no Oriente Médio impulsionou o preço do petróleo no mercado internacional. A commodity chegou a bater US$ 112 por barril nas máximas do dia, com o Brent subindo, mas com menos força, a cerca de US$ 110 por barril.

Apesar da escalada retórica, um possível sinal de alívio surgiu na manhã desta segunda-feira (18). Segundo a agência Reuters, o Paquistão compartilhou com os americanos uma proposta revisada do Irã para encerrar o conflito na região. A iniciativa ocorre após Trump ter rejeitado a última resolução apresentada por Teerã.

Grupo de trabalho Brasil-EUA retoma discussões

No cenário doméstico, o grupo de trabalho criado pelo Brasil e pelos Estados Unidos para tratar de tarifas deve iniciar suas discussões nesta semana. A ideia original era começar os debates logo após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump, mas o plano foi adiado pela visita do presidente americano à China, que colocou qualquer outro tema em segundo plano.

A expectativa do governo Lula é que a primeira teleconferência entre os representantes dos dois países ocorra nos próximos dias. O Brasil será representado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enquanto os Estados Unidos terão o secretário de Comércio, Howard Lutnik, e o representante comercial, Jamieson Greer.

O Palácio do Planalto acredita que o encontro presidencial dá tempo ao Brasil e afasta as chances de novas tarifas americanas.

Boletim Focus eleva projeções de juros e inflação

O mercado financeiro também revisou para cima suas estimativas para juros e inflação em 2026. O boletim Focus registrou alta na Selic: se na semana passada a projeção era de uma taxa básica de juros em 13% ao final do ano, agora a estimativa subiu para 13,25%.

O IPCA também foi destaque no relatório. A expectativa para o fechamento do ano passou de 4,91% para 4,92%, marcando a décima semana consecutiva de alta na projeção para a inflação. Para 2026, PIB e câmbio permaneceram inalterados em relação à semana anterior. Já para 2027, os dois indicadores registraram alterações, com alta para o PIB e queda na projeção do dólar.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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