China é parte do “equilíbrio político” do Irã na guerra, diz embaixador
O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou nesta terça-feira (12) que Pequim “não é apenas um parceiro econômico”, mas parte do “equilíbrio político” de Teerã contra ameaças externas, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
“A China para o Irã não é apenas um parceiro econômico ou comprador de energia; ela faz parte do equilíbrio político contra pressões, ameaças e unilateralismo”, disse Fazli à IRNA, após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, à China e antes da partida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Pequim na tarde de terça-feira (12).
De acordo com Fazli, a visita de Araghchi ocorre em um momento em que o Irã busca ativamente reformular sua posição diplomática após o recente conflito com os Estados Unidos e Israel, em vez de simplesmente reagir militar ou taticamente.
“O Irã, ao lidar com a fase pós-guerra, não está se baseando apenas em reações temporárias, mas buscando redefinir seu alinhamento diplomático por meio do engajamento com parceiros estratégicos”, disse Fazli, citado pela IRNA, acrescentando que “a China encarou a crise não sob a perspectiva de pressionar o Irã, mas sim de conter a guerra e evitar o colapso da segurança regional”.
Embora Pequim seja vista como uma potencial mediadora entre Washington e Teerã, “a mediação não deve se tornar uma ferramenta para gerenciar a pressão contra o Irã”, afirmou Fazli.
Em relação ao Estreito de Ormuz, o oficial iraniano disse que as medidas de segurança do Irã na hidrovia são defensivas, e não visam impedir o comércio.
Na véspera da viagem de Trump a Pequim, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu 12 pessoas e entidades em sua lista negra por seus papéis em facilitar a “venda e o envio de petróleo iraniano” para a China.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
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