Com clima no radar, suco de laranja futuro recua quase 10% em Nova York

As condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos seguem impactando os vencimentos futuros para o suco de laranja na Bolsa de Nova York. Na sessão desta sexta-feira (15), o contrato para entrega em julho registrou queda de 9,29% e precificado em US$ 1.644,50 por tonelada.

De acordo com as informações a Price Group, os contratos seguem operando com queda nas últimas três sessões por conta do clima mais seco na Flórida. “A previsão para a próxima safra é de tempo seco no estado da Flórida, mas dentro da normalidade para a época, e algumas chuvas já estão sendo relatadas”, destacou.

O analista da Price Group, Jack Scoville, destacou que as tendências nos gráficos diários são mistas. Por outro lado, que o tempo é considerado bom para a produção no México, mas seco no Brasil.

O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) reportou que a safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco, é estimada em 255,20 milhões de caixas de 40,8 quilos.

O volume representa uma redução de 12,9% em relação à safra anterior, que totalizou 292,94 milhões de caixas, e um recuo de 14,7% frente à média da última década.

Cacau

Os vencimentos futuros do cacau recuaram e atingiram as mínimas de uma semana na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho fechou em baixa de 4,46% e precificado em US$ 4.002 por tonelada. 

De acordo com o Barchart, os preços do cacau recuaram em meio à perspectiva de oferta abundante desde que alcançaram as máximas de três meses na segunda-feira (11). 

Na sessão anterior,  a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis. 

Açúcar

Os preços do açúcar registrou desvalorização na sessão na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em julho registrou queda de 1,27% e precificado em US$ 14,80 por libra-peso.
 
 
O Barchart destacou que os preços do açúcar fecharam em forte queda pelo segundo dia consecutivo nesta sessão, em meio à desvalorização do real brasileiro. “O real caiu para a mínima em 5 semanas frente ao dólar na sexta-feira, impulsionando as vendas para exportação dos produtores de açúcar do Brasil”, informou.

Algodão

No fechamento desta sessão, o contrato futuro para algodão para entrega em julho fechou em recuo de 3,97% e precificado em US$ 80,61 por libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, o mercado segue sendo influenciado pelo o índice do dólar americano e petróleo que estão mais alto, em que o dólar chegou a ser cotado a US$ 98,135 e o petróleo bruto a US$ 105,18 o barril. 

Além disso, o mercado segue atento aos detalhes que foram divulgados após o encontro entre o presidente Trump e o presidente chinês Xi Jinping, deixando o mercado em suspense. O presidente Trump afirmou hoje cedo que os agricultores americanos ficarão muito satisfeitos com os acordos comerciais com a China. 

Café

Os preços futuros do café registraram queda na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho registrou desvalorização de 3,19% e fechou o dia precificado em US$ 2,669 por libra-peso. 

O barchart apontou que os preços do café despencaram nesta sessão, com o arábica atingindo a mínima em nove meses. “A desvalorização da moeda brasileira está pressionando os preços do café para baixo, já que a moeda brasileira caiu para a mínima em cinco semanas em relação ao dólar na sexta-feira. A fraqueza do real estimula as exportações dos cafeicultores brasileiros”, informou o Barchart.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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