Eduardo diz que custeou início de filme com R$ 350 mil, mas teve reembolso

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (15) que investiu R$ 350 mil de recursos próprios no início da produção do filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que depois foi reembolsado após a entrada de investidores no projeto.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo disse que converteu o valor em cerca de US$ 50 mil e enviou os recursos aos Estados Unidos para manter o contrato com um diretor de Hollywood responsável pelo roteiro do longa.

“Eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de 50 mil e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, e desenhar essa história para que se lá na frente conseguíssemos um investidor ou um grupo de investidores fazer o filme acontecer. Então, eu consegui segurar o diretor de Hollywood por 2 anos com esse contrato”, disse Eduardo.

Segundo ele, o valor permitiu manter o diretor vinculado ao projeto por dois anos, enquanto os produtores buscavam investidores para viabilizar o filme. Eduardo afirmou que, naquele momento, atuava como diretor executivo do projeto porque havia assumido integralmente o risco financeiro da produção.

“Chegando no final desse contrato, nós iríamos perder o diretor de Hollywood, quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir e nos ajudar a fazer o filme, que depois acabou sendo um ‘pull’ [impulso para] vários investidores”.

Foi nesse momento, segundo ele, que deixou a função executiva e passou a manter apenas um contrato relacionado aos direitos de imagem.

“Quando a estrutura passou a ser uma estrutura de fundo de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora. Passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua seção de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme e depois eu não processasse o filme”, disse.

Eduardo negou ter recebido recursos do fundo e disse que apenas recuperou o valor investido inicialmente.

“Eu recebi o dinheiro de volta por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo, e recebi o dinheiro que era meu, eu acho até que nem foi corrigido esse dinheiro, inclusive, 100% do risco, US$ 50 mil faz falta para mim, é por isso que a gente conseguiu confeccionar esse filme”. acrescentou.

A manifestação ocorre após a Polícia Federal apurar se recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro foram usados para custear despesas do ex-deputado nos Estados Unidos.

A suspeita surgiu após a produtora do filme negar ter recebido recursos do Banco Master, o que contrasta com a transferência de US$ 2 milhões para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e administrado por um advogado ligado a Eduardo.

Após inicialmente negar a relação com Vorcaro, o deputado Mário Frias, produtor do filme, admitiu posteriormente que houve aporte do empresário.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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