Flávio é mais uma peça do “Partido da Corrupção”, diz Renan Santos
O pré-candidato a presidência Renan Santos (Missão) divulgou um vídeo em que afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é “mais uma peça do Centrão”, após a divulgação de áudio vinculando o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No comunicado, Renan afirma que foi o primeiro entre os demais postulantes ao Planalto a chamar Flávio de “ladrão”, em referência ao inquérito aberto contra o senador por suspeita de “rachadinha” em seu gabinete enquanto deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
O vídeo foi publicado após a repercussão da reportagem divulgada pelo Intercept Brasil mostrar que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O Flávio Bolsonaro é mais uma peça numa engrenagem. Ele faz parte de um partido chamado Partido da Corrupção. E esse partido inclui, gente do PT, do Centrão, do STF, do próprio bolsonarismo. Todas essas pessoas brigam em público, mas no privado fazem parte dos mesmos escândalos. E aí vocês podem perceber que os mercados sempre escolhem uns envolvidos no Partido da Corrupção pra ser o próximo presidente pra você investir”, afirmou Renan.
O fundador do MBL (Movimento Brasil Livre) também aproveitou o vídeo para criticar o também pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo), afirmando que o ex-governador de Minas Gerais também teria recebido doações de Daniel Vorcaro em 2022 e sido beneficiado por uma secretaria de Meio Ambiente na gestão Zema.
Eis o vídeo divulgado pelo Partido Missão:
Resposta de Flávio
Em nota, o parlamentar disse que se tratou de um “filho procurando patrocínio”.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.”
Flávio disse ainda ter conhecido Vorcaro em 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, acrescentou.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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