Galípolo e Calheiros batem boca na CAE sobre Master: “O BC não é palanque”

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), senador Renan Calheiros (MDB-AL), protagonizaram um bate boca durante a audiência desta terça-feira (19), em relação a venda do banco Master para o BRB (Banco de Brasília).

O presidente do BC participava da reunião para prestar contas da atuação da instituição. Na ocasião, o senador Renan Calheiros questionou Galípolo afirmando que, na sua gestão, o Banco Central tentou viabilizar a venda do Master para o Banco de Brasília, o que foi negado pelo presidente do Banco Central.

Após isso, Calheiros afirmou que Galípolo havia dito em ocasião anterior que a operação estava correta.

“Não, não… O Banco Central jamais diria que a operação é correta, porque o Banco Central não comenta sobre instituição particular – eu não posso fazer isso”, rebateu Galípolo. A partir daí, a discussão ficou acalorada. O senador retrucou, e disse que havia gravação da fala de Galípolo, e que disponibilizaria o áudio.

Em seguida, Calheiros cobrou Galípolo sobre um posicionamento a respeito da tentativa de votação de um projeto que possibilitaria a exoneração de Presidente do BC.

“E na construção que nós pretendemos para a independência do Banco Central, essas coisas todas vão se somando. A reação pública de V. Exa., naquela oportunidade, era pedagógica”, disse Calheiros.

“Posso só pegar a palavra um pouco? Ela [a reação] foi pedagógica. No dia seguinte, o Banco Central teve a coragem de rejeitar. O Banco Central não tem que pegar a televisão, gravar um Instagram, um TikTok fazendo isso. O Banco Central não é palanque. O Banco Central toma a decisão correta, independente de quem está jogando pedra e fazendo barulho”, rabateu Galípolo, sendo interrompido em seguida por Calheiros.

Renan, então, questiona Galípolo. “O senhor vai falar, mas o senhor acha que o Banco Central não tem que reagir à pressão?”.

Galípolo responde: “O Banco Central… Exato. O Banco Central não tem que reagir à pressão”.

Outros senadores interviram em defesa à Gabriel Galípolo, enquanto o chefe da autoridade monetária tentava tomar a palavra.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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