Guerra mostra dependência energética e pressiona economia

A escalada dos conflitos no Oriente Médio e a disparada do petróleo preocupam grandes empresas globais, que já enxergam sinais de desaceleração econômica.

Empresas como a Whirlpool já alertam que o atual nível do barril de petróleo representa um forte componente de recessão para a economia global. A Maersk também avalia que os maiores impactos econômicos devem aparecer nos próximos meses.

Segundo Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, a torneira do petróleo demora para gerar os efeitos na economia como um todo. 

Isso só mostra como os países seguem dependentes do petróleo, apesar do avanço das energias renováveis, analisa Thiago Godoy, educador financeiro. 

“A nossa economia depende de petróleo e esse cenário mostra o tamanho da dependência que ainda temos desse recurso. Tanto é que a China está investindo fortemente em eletrificação e energia renovável”, diz Thiago.

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Para Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, além do impacto direto sobre combustíveis e transporte, o petróleo mais caro pressiona custos industriais e alimenta a inflação global. 

“Isso reduz o espaço para cortes de juros e aumenta a preocupação dos investidores com possíveis revisões no valor das empresas listadas em bolsa”, explica. 

Cenários inflacionários, historicamente, mudam a lógica do mercado financeiro. Assim como em 1973, quando ocorreu a crise petrolífera, os investidores de bolsa e ações precisam revisitar os casos.

Com isso, empresas com maior capacidade de repassar preços aos consumidores tendem a atravessar melhor períodos de inflação elevada.

Mesmo diante do aumento das preocupações com uma possível recessão, os mercados seguem próximos de máximas históricas, impulsionados principalmente pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial e pelos resultados positivos das grandes empresas de tecnologia.

“De um lado, empresas falando de recessão e que o pior ainda está por vir. Do outro, empresas usando IA, reportando resultados ótimos e os investidores comprando essas teses e valorizando”, observa Pascowitch.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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