Irã pede que países do Brics condenem EUA e Israel por violações na guerra

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, instou os países do Brics, nesta quinta-feira (14), a condenarem o que chamou de violações do direito internacional pelos Estados Unidos e Israel, enquanto diplomatas de economias emergentes se reuniam para negociações em Nova Déli, em meio à guerra no Oriente Médio.

Ele acusou os Emirados Árabes Unidos, aliados dos EUA, de envolvimento direto em operações militares contra o Irã, em um raro momento em que autoridades iranianas e emiratis estiveram no mesmo recinto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Araqchi afirmou que o Irã é “vítima de expansionismo ilegal e belicismo”.

O ministro pediu ao grupo Brics+ – composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos – que resista à “hegemonia ocidental e à sensação de impunidade que os EUA acreditam ter direito”.

“O Irã, portanto, apela aos Estados-membros do Brics e a todos os integrantes responsáveis ​​da comunidade internacional para que condenem explicitamente as violações do direito internacional pelos Estados Unidos e Israel”, declarou.

Mais tarde, ele afirmou à assembleia que os Emirados Árabes Unidos estavam “diretamente envolvidos na agressão contra o meu país”, informou a agência de notícias semioficial iraniana Mehr.

Os Emirados Árabes Unidos foram representados pelo seu vice-ministro das Relações Exteriores, Khalifa Shaheen Al Marar.

Em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, Teerã lançou ataques contra os Estados do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos.

As suas divergências podem dificultar a elaboração de uma declaração conjunta por parte do BRICS, que opera por consenso.

Não ficou imediatamente claro como ou se os Emirados Árabes Unidos e outras nações presentes na reunião do Brics+ responderam às declarações de Araqchi.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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