Javier Bardem critica “masculinidade tóxica” retratada no filme de Cannes
O ator vencedor do Oscar Javier Bardem, 57, criticou no domingo (17) a masculinidade agressiva que está no cerne de seu novo filme para a competição do Festival de Cannes, “The Beloved”, chamando-a de uma força destrutiva que ele espera que a conscientização possa ajudar a acabar.
Bardem protagoniza o drama do diretor Rodrigo Sorogoyen (“Os Anos Novos“) sobre um diretor obstinado que coloca sua filha afastada em seu novo filme, reabrindo as mágoas geradas pela raiva e pelo ego.
O filme é um dos 22 que concorrem ao prêmio principal do festival, a Palma de Ouro, que será entregue em 23 de maio.
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1 de 23Festival de Cannes de 2026 acontece entre os dias 12 e 23 de maio na França; veja a seguir alguns filmes da Seleção Oficial • Divulgação
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2 de 23“Natal Amargo”, de Pedro Almodóvar • Divulgação
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3 de 23“Paper Tiger”, de James Gray • Divulgação
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4 de 23“The Man I Love”, de Ira Sachs • Jac Martinez/Divulgação
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5 de 23“Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev • Divulgação
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6 de 23“Fatherland”, de Paweł Pawlikowski • Divulgação
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7 de 23“Fjord”, de Cristian Mungiu • Divulgação
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8 de 23“Notre salut”, de Emmanuel Marre • Divulgação
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9 de 23“Hope”, de Na Hong-Jin • Divulgação
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10 de 23“Sheep in the Box”, de Hirokazu Kore-eda • Divulgação
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11 de 23“Garance”, de Jeanne Herry • Divulgação
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12 de 23“All of a Sudden”, de Ryusuke Hamaguchi • Divulgação
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13 de 23“Coward”, de Lukas Dhont • Divulgação
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14 de 23“The Dreamed Adventure”, de Valeska Grisebach • Divulgação
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15 de 23“El Ser Querido”, de Rodrigo Sorogoyen • Divulgação
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16 de 23“Gentle Monster”, de Marie Kreutzer • Divulgação
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17 de 23“Histoire de la nuit”, de Léa Mysius
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18 de 23“Parallel Tales”, de Asghar Farhadi • Divulgação
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19 de 23“The Unknown”, de Arthur Harrari • Divulgação
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20 de 23“La Bola Negra”, de Javier Ambrossi e Javier Calvo • Divulgação
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21 de 23“A Woman’s Life”, de Charline Bourgeois-Taquet • Divulgação
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22 de 23“Moulin”, de Laszlo Nemes • Divulgação
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23 de 23“Nagi Notes”, de Koji Fukada • Divulgação
“A ideia dessa masculinidade agressiva, que também precisa mostrar seu poder sobre os outros, é algo que ressoa em mim, porque essa é a geração com a qual cresci”, afirmou o ator espanhol de 57 anos à Reuters.
“E isso é errado. E o fato de que nesse filme estamos falando sobre isso … nos diz que há mais consciência sobre isso, como algo que temos que denunciar, que temos que deixar de lado.”
O ator, que costuma se manifestar politicamente, disse que está menos preocupado com a opinião pública do que no passado, embora falar sobre o assunto ainda possa trazer riscos. “Você tem uma família”, declarou. “Não é só você.”
Em uma coletiva de imprensa no domingo, Bardem ampliou suas críticas, dizendo que o “comportamento tóxico masculino” se estende aos líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, o russo Vladimir Putin e o israelense Benjamin Netanyahu.
Ele argumentou que essa agressão e rivalidade alimentam conflitos em lugares como a Ucrânia e o Oriente Médio.
Bardem, um crítico de longa data das ações de Israel em Gaza, disse que continua a receber ofertas de emprego apesar de sua posição, sugerindo que as atitudes podem estar mudando.
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Fonte: cnnbrasil.com.br

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