Joesley diz não poder responder sobre ligação a Trump por visita de Lula
Joesley Batista, dono da JBS, disse nesta segunda-feira (11) que não vai comentar sobre eventual ligação feita por ele ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para destravar uma visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país.
“Não posso responder”, declarou o empresário ao ser questionado por jornalistas durante viagem a Nova York. A informação foi dada pelo portal de notícias Metrópoles.
Conforme antecipado pela CNN Brasil, Lula e Trump conversaram pelo telefone de Joesley em 30 de abril.
O telefonema aconteceu sem a presença do chanceler Mauro Vieira ou de assessores da área internacional da Presidência da República, durante visita de Joesley ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Na ocasião, Lula relatou a dificuldade que o governo brasileiro estava tendo para marcar uma agenda com Trump. O dono da JBS, então, perguntou se poderia ele mesmo ligar ao republicano.
Trump teria atendido à chamada no terceiro toque. O presidente norte-americano encerrou a conversa dizendo “I love you” ao petista.
Com o aval da Casa Branca, o cerimonial dos dois países passou a organizar a ida de Lula a Washington.
O encontro entre os dois líderes ocorreu na semana passada e teve clima amistoso. Embora não tenha feito acordos concretos, Lula afirmou que propôs a Trump que ambos voltem a conversar dentro de um prazo de 30 dias para falar sobre as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
Joesley tem construído uma relação de proximidade com Trump desde a sua segunda posse como presidente dos EUA.
A JBS é hoje a maior empresa de alimentos do mundo e líder global em processamento de carne e, por meio da Pilgrim’s Pride, sua subsidiária nos Estados Unidos, foi a maior doadora empresarial para a cerimônia de posse do republicano.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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