Julianne Moore é acusada de hipocrisia após criticar filmes com “explosões”
A atriz Julianne Moore, 65, gerou polêmica nas redes sociais após afirmar que não gosta mais de assistir a filmes repletos de tiros, explosões e violência gratuita.
A artista fez a declaração durante uma conversa com a Variety no Festival de Cannes, na França, e foi criticada por internautas que a acusaram de esnobar o tipo de produção que ajudou a consolidar sua carreira em Hollywood.
Durante a entrevista, a atriz afirmou que tem dificuldade em se envolver emocionalmente com “histórias artificiais” diante da atual conjuntura.
“Principalmente agora, em um momento em que as coisas estão realmente difíceis globalmente, é muito complicado para mim me envolver com uma história que considero artificial, em que sinto que a profundidade da emoção e a dimensão dela não correspondem ao que está acontecendo no mundo. E eu não sinto vontade de me envolver nisso”, declarou ela.
A vencedora do Oscar, que participou do festival para receber o prêmio Women in Motion, concedido a mulheres que contribuíram para ampliar o espaço feminino no cinema e na sociedade, acrescentou que percebe quando determinados elementos são usados apenas para elevar a tensão da narrativa.
“Eu não gosto de tensão superficial. Não gosto de ver alguém sendo assassinado. Não gosto de explosões e armas. Não gosto de histeria. Não gosto de coisas que elevam a tensão sem haver um sentimento verdadeiro por trás. Isso realmente me incomoda, porque, para mim, é apenas barulho. Eu não sei interpretar isso. E também não quero assistir”, disparou.
Depois que trechos da entrevista circularam na rede social X, antigo Twitter, diversos usuários passaram a citar filmes da própria carreira de Julianne em que a violência ocupa papel central.
“Perdi as contas de quantos filmes ela fez com armas”, escreveu um usuário da plataforma. Outro comentou: “Engraçado como artistas esquecem a própria filmografia quando chega a hora de posar de moralmente superiores.” Uma terceira publicação fez referência a “Hannibal” (2001): “Um homem teve o crânio aberto e o cérebro devorado em Hannibal”.
Outros usuários, porém, defenderam a atriz. “Julianne Moore escolher emoção em vez de caos é exatamente o motivo pelo qual ela é respeitada no mundo inteiro”, escreveu um apoiador.
Outro acrescentou: “Concordo com ela. Já existe violência suficiente no mundo. Precisamos de bons valores familiares nos filmes novamente. Diversão saudável para a família. E os cinemas vão voltar a lotar. As pessoas querem ir ao cinema, mas não existem filmes de qualidade sendo lançados. É por isso que ‘O Diabo Veste Prada’ se saiu tão bem.”
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Fonte: cnnbrasil.com.br
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