Justiça dos EUA acusa aliado de Maduro de lavagem de dinheiro
Promotores dos EUA acusaram Alex Saab, conhecido como o “homem da mala” do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, de lavagem de dinheiro por sua suposta exploração de um programa de assistência social venezuelano, segundo documentos judiciais divulgados na segunda-feira (18).
Saab, aliado próximo de Maduro, foi deportado pelo presidente interino da Venezuela, Delcy Rodríguez, no fim de semana, em uma ação que ela disse ser “justificada por interesses nacionais”.
A deportação sinalizou um novo nível de coordenação entre a administração Trump e Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro.
Saab, ex-ministro da Indústria da Venezuela de 55 anos, conspirou para subornar autoridades venezuelanas e transferiu dinheiro através de contas bancárias nos EUA para se enriquecer, alegaram os promotores. Ele fez sua primeira aparição no tribunal na tarde de segunda-feira em um tribunal federal de Miami.
As acusações surgem enquanto a administração do presidente Donald Trump se prepara para processar Maduro, que foi capturado por forças especiais dos EUA em Caracas no início deste ano.
Saab poderia fornecer às autoridades americanas informações para fortalecer o caso criminal contra Maduro, informou a Reuters anteriormente.
Nos documentos judiciais, os promotores descrevem um esquema complexo que começou em 2015, no qual Saab e outros usaram empresas falsas, registros de transporte e faturas para desviar centenas de milhões de dólares destinados à compra de alimentos para os venezuelanos.
A partir de 2019, Saab e seus supostos co-conspiradores utilizaram seu acesso ao governo venezuelano, que enfrentava dificuldades para pagar dívidas externas em meio a sanções econômicas dos EUA, para vender bilhões de dólares em petróleo sob falsas alegações, segundo os promotores, alegando que o dinheiro dessas vendas também foi transferido por contas bancárias nos EUA.
“Essas acusações são resultado direto do compromisso contínuo da DEA, a agência de repressão às drogas dos EUA, em desmantelar as redes corruptas que operam em toda a Venezuela”, disse o administrador da Agência de Repressão a Drogas dos EUA, Terrance Cole.
Esta não é a primeira vez que as autoridades dos EUA acusam Saab de suborno. Em 2020, ele foi detido em Cabo Verde e depois levado aos EUA.
O presidente Joe Biden posteriormente concedeu clemência a ele em 2023 em troca da libertação de americanos detidos na Venezuela.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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