Master vivenciava um asfixiamento financeiro, diz Galípolo no Senado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Banco Master vivia um asfixiamento financeiro ao longo de 2025, o que motivou a sua liquidação extrajudicial em novembro. O chefe da autoridade monetária participou da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado nesta terça-feira (19).
Em 18 de novembro, quando o Banco Master foi liquidado, a instituição dispunha de um caixa livre em Títulos Públicos Federais de apenas R$ 4,8 milhões, ante um fluxo de vencimentos imediatos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) na ordem de R$ 48,6 milhões a pagar.
Durante os meses que antecederam a liquidação, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) prestou assistência financeira de R$ 4,3 bilhões ao conglomerado Master. Documento obtido pelo CNN Money mostra que o fundo prestou ajuda entre 5 de maio e 1° de outubro de 2025.
“Ao longo de 2025, a captação líquida do Master foi de menos de R$ 11,5 bilhões. A captação líquida com garantia do FGC foi de menos de R$ 9 bilhões, e houve um aporte de R$ 2,5 bilhões. Hoje está vindo à tona uma série de comunicações. A gente percebe que essas comunicações denunciam um certo asfixiamento financeiro do grupo”, disse Galípolo.
Os recursos desembolsados pelo FGC ao Master tinham como objetivo o pagamento de títulos que, na eventualidade de uma liquidação extrajudicial, acionariam a garantia oferecida pelo Fundo. O limite de garantia estabelecido foi de R$ 250 mil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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