MP denuncia policial civil por morte de passageira de app no Rio
O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus foi denunciado pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), nesta terça-feira (19), pela morte de Thamires Rodrigues de Souza de Jesus durante uma briga de trânsito, no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio de Janeiro.
A designer de sobrancelhas estava como passageira em um carro de aplicativo quando levou o tiro disparado pelo agente.
Segundo a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, o crime foi cometido por motivo fútil e Thamires não teve chance de se defender.
Além disso, a denúncia aponta que o disparo, feito com uma arma de uso restrito, colocou outras pessoas em perigo, já que a região é movimentada. O MPRJ também pediu que o caso seja levado ao Tribunal do Júri e solicitou uma indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima
O policial está detido após ter a prisão preventiva decretada como garantia da ordem pública.
Entenda o caso
Thamires fazia uma viagem como passageira em um carro de aplicativo no dia 7 de maio deste ano. O motorista do carro de aplicativo teria se desentendido com o policial, que estava em outro carro, após uma manobra no trânsito.
Neste momento, o policial denunciado atirou contra o veículo. O tiro atingiu Thamires nas costas. Imagens de câmeras de segurança registraram o ocorrido.
A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Thamires estava a caminho de um salão de beleza e participaria, no dia seguinte, de uma comemoração de Dia das Mães na escola das duas filhas. Em respeito à vítima, o evento foi cancelado.
O agente foi afastado de suas funções e pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil que acompanha as investigações responsáveis pela DHC (Delegacia de Homicídios da Capital).
A CNN Brasil tenta localizar a defesa do policial. A reportagem também pediu à Polícia Civil uma atualização sobre o status do agente, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Fonte: cnnbrasil.com.br
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