Petróleo fecha em queda com expectativa pela viagem de Trump à China
Os preços do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (13), enquanto os investidores aguardam para ver como as negociações entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, podem afetar o atual cessar-fogo frágil entre os Estados Unidos e o Irã.
O petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 1,14%, a US$ 101,02 o barril.
Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou com recuo de 1,99%, a US$ 105,63 o barril
As quedas interromperam uma sequência de três dias de alta, já que os preços do petróleo refletiram “um nervosismo crescente de que um acordo entre EUA e Irã pareça cada vez mais distante”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota.
“Os mercados de ações globais estão tentando subir ligeiramente, mas o clima está longe de ser eufórico, com o impasse em curso no Oriente Médio continuando a afetar o apetite por risco”, escreveu Matt Britzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown, uma plataforma de investimentos online, em uma nota.
“Os investidores também estão acompanhando de perto os encontros do presidente Trump com a China, e qualquer sinal de progresso nas negociações comerciais provavelmente definirá o tom da próxima etapa do sentimento do mercado”, acrescentou.
Entre a bateria de relatórios da manhã, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026.
Enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) passou a prever que a demanda global recue 420 mil barris por dia (bpd) em 2026, ante a estimativa anterior de queda de 80 mil bpd, à medida que a interrupção do tráfego de petroleiros e o impasse nas negociações entre EUA e Irã reverberam pela economia global.
Segundo a AIE, o fornecimento de petróleo pode continuar restrito por meses, mesmo após a retomada da navegação do Estreito de Ormuz.
*Com informações da CNN Internacional
Fonte: cnnbrasil.com.br
Publicar comentário