Porta de avião abre no ar? Entenda caso em voo da Latam
O caso ocorrido em um voo da Latam que partiu de Guarulhos com destino a Frankfurt, no dia 10 de maio, levantou questionamentos sobre a segurança das aeronaves.
Durante o trajeto, um passageiro chileno tentou abrir a porta da aeronave, sendo contido pela tripulação antes de iniciar uma série de ataques racistas e homofóbicos contra um comissário.
Pressurização e segurança da cabine
Apesar do susto causado aos passageiros e tripulantes, especialistas em aviação afirmam que é fisicamente impossível abrir a porta principal ou as saídas de emergência de um jato comercial em altitude de cruzeiro. O principal motivo é a pressurização da cabine.
As portas dos aviões modernos são projetadas para funcionar como uma “tampa de panela de pressão”, explica um especialista.
Para que seja possível que a abertura ocorra, a porta precisa primeiro ser puxada levemente para dentro antes de ser deslocada para fora ou para o lado.
Como a pressão interna da cabine é muito superior à pressão atmosférica externa em grandes altitudes, essa força empurra a porta contra o batente da fuselagem com uma pressão de toneladas, tornando o movimento de abertura humanamente impossível.
Quando a abertura se torna possível
Tecnicamente, a abertura só poderia ocorrer se as pressões interna e externa estivessem equalizadas.
Segundo um especialista, isso acontece apenas quando o avião está no solo ou em altitudes muito baixas, durante o processo de despressurização para pouso.
No caso específico do voo LA8070, o passageiro foi imobilizado pelos funcionários e o voo seguiu viagem. Ao retornar ao Brasil em uma conexão no sábado (15), ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos.
Consequências legais e administrativas
A tentativa de manipular na dinâmica de segurança da aeronave é considerado uma conduta de indisciplina pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
O passageiro pode enfrentar multas administrativas de até R$ 17,5 mil e a inclusão de seu nome em uma lista de impedimento de embarque.
A defesa do executivo chileno alega que o incidente foi motivado por um surto psicótico, afirmando que o homem faz tratamento psiquiátrico há 13 anos e não possui clareza sobre os fatos ocorridos durante o voo.
O caso segue sob investigação da Justiça Federal.
Nota da Latam sobre o ocorrido no voo:
“A LATAM repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia.
A companhia colabora integralmente com a Polícia Federal no caso do passageiro que praticou violência discriminatória contra um de seus tripulantes no voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt), de 10 de maio (domingo), e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio (sexta-feira).
A LATAM esclarece ainda que presta acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima dessa violência.”
Fonte: cnnbrasil.com.br
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