Produtos Ypê: contato com pele lesionada tem maior risco, diz especialista

O contato com produtos da marca Ypê suspeitos de contaminação representa baixo risco para pessoas saudáveis e sem lesões na pele. A avaliação é de Andréa Galvão, clínica geral do Hospital Oswaldo Cruz, em entrevista ao Agora CNN deste sábado (16). Segundo ela, no entanto, o cenário muda completamente para quem possui pele com feridas ou queimaduras.

“O risco de uma pessoa saudável, sem nenhuma lesão de pele, é baixo”, afirmou Andréa Galvão. “Já em uma pele com queimadura, ferida ou alguma lesão aberta, é necessário maior cuidado. Nesse caso, o contato com o produto contaminado poderia causar uma infecção mais séria”, afirmou a médica.

Risco de irritação para pele íntegra

A médica explicou que o contato com a pele íntegra poderia provocar irritações, como uma dermatite de contato. Ainda assim, a médica reforçou a importância de se evitar o uso dos lotes suspeitos até que as investigações sejam concluídas.

Bactéria ainda não identificada

A médica esclareceu que, até o momento da entrevista, nenhuma bactéria específica havia sido identificada nos produtos. Segundo ela, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectou uma falha no processo de fabricação e, por isso, iniciou uma investigação. “A possibilidade de infecção existe. Se as etapas não estão sendo feitas de forma adequada, é possível uma contaminação não só por bactérias, mas por fungos e outros agentes patógenos”, revelou Andréa Galvão.

Orientação: não descartar os produtos

Andréa Galvão também explicou o motivo pelo qual a orientação das autoridades é não descartar os produtos suspeitos no lixo ou em ralos. De acordo com ela, caso haja de fato alguma bactéria multirresistente nos lotes, o descarte inadequado poderia contaminar outras pessoas ou espalhar o agente patógeno para outros locais. “O mais seguro nesse momento é checar em casa a numeração do lote suspeito, guardar em local bem fechado e não utilizar”, orientou a médica.

Próximos passos da investigação

Sobre o prazo para a conclusão das análises, Andréa Galvão explicou que a Anvisa costuma estabelecer prazos para que a empresa apresente um plano de ação. “Acredito que, na próxima semana, veremos posicionamentos de ambas as partes”, disse. A médica recomendou que os consumidores aguardem as novas orientações antes de tomar qualquer decisão sobre o descarte dos produtos.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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