Relações árabe-iranianas não podem ser baseadas em confrontos, diz Emirados

Um conselheiro de alto escalão do presidente dos Emirados Árabes Unidos criticou as “confrontações e conflitos” nas relações entre o Irã e seus vizinhos árabes e renovou o apelo por uma “solução política” negociada para a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

Anwar Gargash fez os comentários em uma publicação no X logo após o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, revelar que ele fez uma viagem secreta aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra.

“Nós não buscamos esta guerra e trabalhamos sinceramente para evitá-la”, escreveu Gargash no X. “As relações árabe-iranianas no Golfo não podem ser construídas com base em confrontos e conflitos em uma região cujos povos estão ligados por laços geográficos e históricos profundamente enraizados.”

Ele acrescentou que defender os Emirados Árabes Unidos é um “dever sagrado” e que o país do Golfo Pérsico irá “proteger sua soberania”. No entanto, afirmou que a prioridade dos Emirados continua sendo alcançar soluções políticas.

“Enquanto o mundo acompanha a visita crucial do presidente dos EUA à China e o que isso pode sinalizar em termos de impactos regionais, os Emirados Árabes Unidos continuam a reafirmar, nesse contexto, a importância de uma solução política por meio de um caminho de negociações, ao qual continuam comprometidos em todas as suas comunicações”, escreveu Gargash.

Pouco antes de sua publicação, Israel reconheceu publicamente pela primeira vez uma viagem de Netanyahu aos Emirados Árabes Unidos. Nessa “visita secreta” durante a guerra com o Irã, ele se encontrou com o presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, informou o gabinete de Netanyahu. A visita “resultou em um avanço histórico” nas relações entre os dois países, acrescentou o gabinete, sem mencionar quando a viagem ocorreu nem detalhar o suposto avanço.

Os Emirados Árabes Unidos não comentaram imediatamente o anúncio israelense. A CNN entrou em contato com os Emirados para obter um comentário.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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