Rússia revisa para baixo previsões para setor de petróleo e gás até 2029

A Rússia revisou para baixo diversas previsões para o setor de petróleo e gás nos próximos três anos, incluindo a produção de petróleo bruto e gás, bem como as exportações, informou o Ministério da Economia do país nesta segunda-feira (12), em seu cenário base.

A Reuters noticiou que a Rússia tem enfrentado desafios na indústria de petróleo e gás, incluindo sanções ocidentais e ataques de drones ucranianos à infraestrutura energética, o que levou a uma queda na produção de petróleo no início de abril.

A receita tributária de petróleo e gás representa cerca de um quarto da receita do orçamento federal russo, enquanto a Rússia tribute a produção de petróleo, não as exportações.

A revisão para baixo das perspectivas para o setor de petróleo e gás reflete a revisão geral para baixo da economia, em meio a altos gastos militares, taxas de juros elevadas e sanções ocidentais.

No cenário base, a produção de petróleo e gás condensado foi revisada para baixo neste ano, para 511 milhões de toneladas métricas, ou 10,22 milhões de barris por dia, ante uma previsão inicial de 525,2 milhões de toneladas e em linha com os 511,4 milhões de toneladas que a Rússia produziu em 2025. As perspectivas para os anos subsequentes também foram reduzidas.

As exportações de petróleo bruto, conforme o cenário base, foram reduzidas em 4,5 milhões de toneladas este ano, para 237,2 milhões de toneladas, em comparação com a previsão anterior, e em 16,5 milhões de toneladas, para 227,4 milhões de toneladas no próximo ano.

Cenário negativo

No cenário negativo, que pressupõe preços mais baixos das commodities, a produção de petróleo deverá cair para 497,2 milhões de toneladas este ano e para 502,2 milhões de toneladas no próximo ano.

Nesse cenário, as exportações de petróleo devem cair ao longo de dois anos — para 223,6 milhões de toneladas em 2026 e 213,8 ​​milhões de toneladas em 2027 — e não devem ultrapassar o nível de 2025 nem mesmo em 2029.

Na previsão, o Ministério da Economia manteve inalterado o preço do petróleo Urals, principal produto do país, para este ano, em US$ 59 por barril, apesar da alta para mais de US$ 100 após o fechamento, em março, do Estreito de Ormuz, responsável pela passagem de 20% do petróleo mundial, devido à guerra no Oriente Médio.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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