Sobe para 11 o número de casos de hantavírus ligados a cruzeiro, diz OMS
Os casos de hantavírus dos Andes, ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, subiram para 11, informou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira. Nenhuma nova morte foi relatada desde o dia 2 de maio.
Globalmente, o risco para a saúde permanece baixo, afirmou ele.
“Até o momento, foram relatados onze casos, incluindo três mortes. Todos os onze casos são de passageiros ou tripulantes do navio. Nove dos onze foram confirmados como vírus dos Andes e os outros dois são prováveis”, continuou Tedros, acrescentando que todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sob supervisão médica.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior”, analisou ele. “Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas.”
Cruzeiro rumo à Holanda
Após o desembarque dos últimos passageiros nas Ilhas Canárias, na Espanha, o navio Hondius partiu rumo à Holanda na noite de segunda-feira (11) com 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira. A previsão é de que chegue à Holanda até 17 de maio, informou a proprietária do navio, Oceanwide Expeditions.
Dois aviões transportando 28 passageiros e tripulantes a bordo do Hondius chegaram à Holanda vindos das Ilhas Canárias nesta terça-feira (12), pouco depois da meia-noite. Oito são cidadãos holandeses; os demais seguirão viagem para seus países de origem, segundo as autoridades.
Três pessoas – um casal holandês e um cidadão alemão – morreram desde o início do surto do vírus, que geralmente é transmitido por roedores selvagens, mas também pode ser transmitido de pessoa para pessoa em raros casos de contato próximo.
Nove casos confirmados
Além dos nove casos confirmados, a OMS reconhece dois casos suspeitos: uma pessoa que morreu antes de ser testada e outra em Tristão da Cunha, uma ilha remota do Atlântico Sul onde não havia testes disponíveis.
Todos os casos suspeitos foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão adicional, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa em Madri.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas, é claro, a situação pode mudar e, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, afirmou ele.
Quarentena
No caso mais recente confirmado, a Espanha anunciou na noite de segunda-feira (12) que um espanhol testou positivo, um dos 14 que estão em quarentena em um hospital militar em Madri. O paciente apresentou febre e dificuldades respiratórias, mas seu estado era estável, informou o Ministério da Saúde espanhol.
Os casos confirmados também incluem um passageiro francês que testou positivo após o navio atracar nas Ilhas Canárias no domingo (10). O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse na segunda-feira que o passageiro estava na UTI, mas em condição estável.
Autoridades do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA disseram na segunda-feira que 18 passageiros do Hondius foram repatriados para os EUA e colocados em quarentena, com o passageiro que testou positivo (com resultado levemente positivo) agora em uma unidade de biocontenção em Nebraska.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, agradeceu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por permitir que o Hondius seguisse para lá e desembarcasse os passageiros.
Ao lado dele, Sánchez aproveitou a oportunidade para pedir financiamento para organizações internacionais.
“Precisamos de cooperação internacional e que organizações como a OMS recebam os recursos necessários para realizar seu trabalho”, disse ele.
após o navio atracar nas Ilhas Canárias no domingo. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse na segunda-feira que o passageiro estava na UTI, mas em condição estável.
Autoridades do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA disseram na segunda-feira que 18 passageiros do Hondius foram repatriados para os EUA e colocados em quarentena, com o passageiro que testou positivo (com resultado levemente positivo) agora em uma unidade de biocontenção em Nebraska.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, agradeceu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por permitir que o Hondius seguisse para lá e desembarcasse os passageiros.
Ao lado dele, Sánchez aproveitou a oportunidade para pedir financiamento para organizações internacionais.
“Precisamos de cooperação internacional e que organizações como a OMS recebam os recursos necessários para realizar seu trabalho”, disse ele.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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