Soviético ficou “esquecido” no espaço há 35 anos e foi salvo por alemães
Há exatos 35 anos, no dia 19 de maio de 1991, o cosmonauta Sergei Krikalev decolava para uma missão que o tornaria conhecido como “o último cidadão soviético”.
Engenheiro de voo experiente, Krikalev foi lançado a bordo da Soyuz TM-12 com destino à estação espacial Mir, em um momento de profunda instabilidade política em sua terra natal.
O colapso de uma nação e a órbita permanente
Originalmente, a permanência de Krikalev no espaço deveria seguir o cronograma padrão de missões da época.
Entretanto, em julho de 1991, o cosmonauta aceitou o desafio de estender sua estadia na Mir. A decisão foi motivada por ajustes operacionais.
Dois voos planejados foram reduzidos a apenas um, o que exigiu que o engenheiro permanecesse em órbita para aguardar a próxima tripulação, prevista apenas para outubro daquele ano.
Enquanto Krikalev realizava experimentos e manutenções técnicas, a União Soviética enfrentava seu processo de dissolução definitiva.
O suporte terrestre e o financiamento do programa espacial entraram em um impasse burocrático e financeiro, o que prolongou a jornada do cosmonauta muito além do planejado inicialmente.
O retorno e o legado de Krikalev
A saga do cosmonauta só chegou ao fim em 25 de março de 1992, quando ele finalmente retornou à Terra.
Na época, a Alemanha pagou US$ 24 milhões à Rússia para enviar o piloto Klaus-Dietrich Flade, que ao retornar com o tripulante “esquecido”, tornou-o um cidadão “sem país”.
Ao pousar, a União Soviética que o havia enviado ao espaço não existia mais no mapa.
Pela sua resiliência e serviços prestados durante a transição geopolítica, Krikalev foi condecorado com o título de Herói da Rússia, além de já possuir a distinção de Herói da União Soviética.
Ao todo, Krikalev acumulou mais de um ano e cinco meses de experiência acumulada no espaço, participando posteriormente de missões históricas como a primeira montagem da Estação Espacial Internacional (ISS) e o voo inaugural do ônibus espacial conjunto entre Estados Unidos e Rússia.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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